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Moçambique: 2 freiras brasileiras estão desaparecidas após ataques terroristas

Paradeiro é desconhecido desde que a cidade de Mocímboa da Praia foi atacada em 5 de agosto e houve a retirada forçada de moradores

Moçambique: 2 freiras brasileiras estão desaparecidas após ataques terroristas
(Crédito: ACN)

Membros da Igreja Católica em Moçambique, na Diocese de Pemba, ainda procuram duas irmãs brasileiras desaparecidas em ataque terrorista no começo de agosto na cidade de Mocímboa da Praia.

Em entrevista à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), Padre Kwiriwi Fonseca afirmou que, desde 5 de agosto, nada sobre o paradeiro das freiras foi ouvido. O ataque ocorreu na cidade portuária de Mocímboa da Praia, no norte do país. Os terroristas forçaram a retirada de moradores da cidade.

O ataque terrorista foi seguido por dias de luta contra os terroristas, durante os quais o contato com as Irmãs Eliane da Costa e Inês Ramos, que tem mais de 70 anos, foi totalmente perdido.

“Quando a cidade foi ocupada, não havia sinal de telefone e, portanto, não conseguimos contactar as Irmãs e pensamos que elas perderam seus celulares. Esperamos que elas estejam ainda vivas, mas sem possuir nenhum meio de se comunicar. Não tivemos, ainda, nenhuma notificação oficial”, disse o Padre.

Padre Fonseca também afirmou que a região de Mocímboa da Praia está totalmente isolada para pessoas de fora e que “ninguém pode viajar para lá”.

“Sem nenhuma notícia, não temos ideia se elas desapareceram, morreram ou foram abduzidas. Não sabemos de nada”, continuou o Padre.

O Padre Cantífula de Castro, da Diocese de Nampula, vizinha à cidade atacada, explicitou em programa de rádio a necessidade da região de receber ajuda humanitária: “Na Arquidiocese de Nampula, aproximadamente 5 mil refugiados chegaram. A maioria deles é composta de mulheres jovens e crianças que necessitam de ajuda humanitária. Eles não têm casa, comida ou roupas, e não têm meios para se proteger da COVID-19”.

“As pessoas estão passando por um sofrimento insuportável devido ao terrorismo. É uma situação deplorável. É estimado que houve mais de mil mortes, com casas queimadas, vilas abandonadas, pessoas obrigadas a viver nas montanhas e outras a fugir sem absolutamente nada, procurando proteção em lugares com uma segurança relativa”, continuou o Padre.

A Igreja é uma das únicas instituições que não abandonou essas pessoas, segundo o Padre de Castro, pois ela “se mantém ao lado delas, dando-lhes qualquer ajuda material e espiritual que possa”.

Por fim, o Padre fez um apelo para que a região receba ajuda humanitária: “Por favor, não se esqueçam de nós. Se puderem, por favor, ajudem essas pessoas que perderam tudo e foram forçadas a fugir de suas casas”.

Fonte: ACI Africa

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Comentários

  1. Bom dia, a foto não corresponde com a Irmã desaparecida. Essa foto é minha eu sou Eliana Aparecida dos Santos. Por favor corrigir a matéria. Obrigada!

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