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Na Grã-Bretanha, Bispos e líderes de outras religiões contestam medida que proíbe cultos públicos

Na Grã-Bretanha, Bispos e líderes de outras religiões contestam medida que proíbe cultos públicos
Antes de novo lockdown, participação nas missas era permitindo respeitando-se rigorosos protocolos sanitários e de distanciamento social (foto: Arquidiocese de Westminster)

Um grupo de líderes cristãos tem contestado judicialmente a medida dos governos da Inglaterra e do País de Gales em proibir cultos públicos nesses países devido às novas restrições para conter o avanço do novo coronavírus.

Mais de 120 líderes de diversas denominações cristãs afirmam que o governo não demonstrou suficientemente a necessidade de um tratamento rigoroso de cultos religiosos para impedir o avanço da doença. Além disso, argumentam que as novas restrições violam a Lei de Direitos Humanos do país, que protege a liberdade dos cristãos em viver publicamente a sua fé, sem constrangimento do Estado.

Os líderes acusam o governo de ser “autocontraditório”, pois permite que as instalações das igrejas sejam usadas para “fins seculares” e não para “fins religiosos”.

“Isso demonstra que a proibição para cultos públicos é manifestamente irracional”, afirmou o grupo Christian Concern, responsável pela ação judicial. A nova regulação, segundo o grupo, “transformou em crime a reunião de cristãos para o culto ou para a oração, ou, mesmo, ir para a igreja ao domingo”.

Lockdown

Em 4 de novembro, o Parlamento aprovou um lockdown de quatro semanas na  Inglaterra, que teve início no dia seguinte, devido ao crescimento do número de casos de COVID-19 no país.

A lei prevê que as igrejas podem ficar abertas para oração pessoal, mas não para culto público. Apenas em funerais poderá haver uma aglomeração de, no máximo, 30 pessoas. Bares, academias e comércio não essencial permanecerão fechados até 2 de dezembro, e escolas continuam abertas.

A proibição total dos cultos públicos foi contestada por líderes católicos, ortodoxos e evangélicos, bem como por judeus ortodoxos, muçulmanos e hindus.

Um representante do governo afirmou que as restrições são “uma ação vital no combate à difusão do vírus”. Na ação, entretanto, se afirma que “com essas medidas, o governo infligiu um custo humano terrível, sem uma consideração rigorosa de restrições menos severas”.

Em defesa de cultos públicos

O Cardeal Vicent Nichols, da Arquidiocese de Westminster, e o Arcebispo Malcolm McMahon, da Arquidiocese de Liverpool, já haviam, em comunicado do dia 31 de outubro, afirmado que o plano do governo de proibir os cultos públicos causariam uma “profunda angústia”.

“Apesar de entendermos as decisões dificílimas que o governo deve tomar, ainda não vimos qualquer evidência que faria da proibição do culto público, com todo o seu custo humano, uma medida produtiva para combater o vírus. Nós pedimos ao governo que mostre essas evidência que justifique a cessação de atos de culto público”, afirmaram os Prelados.

O Cardeal Nichols e o Arcebispo McMahon são, respectivamente, o presidente e o vice-presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales. Eles ressaltaram, também, que as medidas tomadas pela Igreja são suficientes para tornar os templos seguros contra qualquer transmissão do vírus. “Considerando o trabalho significativo que já fizemos, avaliamos não existir, agora, nenhuma justificação científica para a total suspensão do culto publico”, afirmaram.

Com informações de National Catholic Register

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