Nas Filipinas, cristãos ajudam 4,5 milhões de pessoas desde o começo da pandemia

GUSTAVO CATANIA RAMOS (ESPECIAL PARA O SÃO PAULO)

Até o dia 18 de junho, as religiões cristãs distribuíram itens básicos e ajuda financeira no valor de 30 milhões de dólares

A Igreja Católica e outras denominações cristãs ajudaram cerca de 4,5 milhões de pessoas nas Filipinas desde o dia 15 de março, quando o país passou a adotar medidas de quarentena para impedir o avanço do novo coronavírus.

Nas Filipinas, cristãos ajudam 4,5 milhões de pessoas desde o começo da pandemia
(Ação da Igreja nas ruas de Manila, nas Filipinas – crédito: Reprodução da internet)

O dado foi divulgado pelo Fórum Filipino de Organização de Fé Cristã, do qual participam dioceses católicas e outras denominações cristãs. Até o dia 18 de junho, as religiões cristãs distribuíram itens básicos e ajuda financeira no valor de 30 milhões de dólares.

O Fórum, composto, principalmente, pela Conferência Episcopal das Filipinas (CEF), o Conselho Nacional das Igrejas (CNI) e o Conselho Filipino de Igrejas Evangélicas, tem como um de seus objetivos a cooperação mútua entre as diversas denominações para levar ajuda aos mais pobres e necessitados do país.

“Grupos religiosos de várias igrejas sempre estiveram próximos aos mais pobres. Durante a pandemia, igrejas combinaram esforços e recursos para ajudar aqueles que precisam”, disse à agência Fides o Padre Edwin Gariguez, Secretário-executivo do Secretariado Nacional para a Ação Social da CEF.

“A crise de saúde causada pelo COVID-19 desafiou todos os cristãos e igrejas para encontrar caminhos para agir e contribuir no tratamento das crises humanitárias”, continuou o Sacerdote.

Estímulo à caridade

Autoridades de diversas denominações têm encorajado os fiéis a se envolver no voluntariado e a levantar fundos nas comunidades. Noel Pantoja, responsável pelos serviços sociais de uma igreja protestante, disse que “todas as comunidades cristãs no país têm responsabilidade de responder às necessidades reais das pessoas, apesar do lockdown. Nestes tempos difíceis, o trabalho missionário das Igrejas deve continuar com sacrifício e comprometimento”.

Minnie Anne Mata-Calub da CNI relembrou que “organizações não governamentais, grupos cristãos e outras associações humanitárias associadas ao mundo cristão sempre ajudaram as pessoas. Algumas vezes, o governo não reconhece essa contribuição, mas ela é clara a todos que se beneficiaram dela. Nesta crise, é necessário que as igrejas e o governo trabalhem lado a lado para o bem comum”.

“Nesta situação, todos os recursos devem ser usados com cuidado e inteligência”, afirmou Jing Rey Henderson, chefe de comunicações da Cáritas Filipina. “Em tempos de crise, pessoas vulneráveis, em particular comunidades afetadas pelo desastre e pela pobreza, devem receber o suporte necessário para suas necessidades diárias, para superar este momento difícil, para levantar-se e voltar a ter esperança”, concluiu.

(Com informações da Agência Fides)

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