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‘O clamor daqueles que sofrem chega ao coração de Deus’

‘O clamor daqueles que sofrem chega ao coração de Deus’
(Foto: Frederico Oliveira)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a missa na manhã deste sábado, 27, na capela de sua residência, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Neste dia, a Igreja celebra a memória de São Cirilo de Alexandria, Bispo e doutor da Igreja. Nascido no ano de 370, combateu energicamente as heresias de sua época, tendo um importante desempenho no Concílio de Éfeso. Escreveu muitas obras para explicar e defender a fé católica. Morreu em 444.

“Peçamos, pela intercessão de São Cirilo, a firmeza na fé da Igreja, a alegria da profissão da nossa fé, mesmo nas dificuldades, nas adversidades”, afirmou Dom Odilo, no início da celebração.

LAMENTAÇÕES

Na homilia, o Cardeal reflete sobre a primeira leitura, do início do Libro das Lamentações (Lm 2,2.10-14.18-19), que relara “o sofrimento do povo depois da ruína, do fracasso, da prostração, em que caem na conta de que pecaram e que precisam de Deus para continuar”.

O Salmo responsorial (Sl 73) também expressa esse sentimento no refrão: “Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres”. “Deus não fica insensível ao sofrimento e ao arrependimento das pessoas. Ele perdoa, usa de misericórdia”, ressaltou o Arcebispo.

‘DIZEI UMA PALAVRA’

No Evangelho (Mt 8,5-17) Jesus atende ao pedido do oficial romano para que cure seu empregado mesmo à distância. “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”, disse o oficial. “Esse homem manifestou muita fé em Jesus e, portanto, o Senhor realizou o que ele pedia”, destacou Dom Odilo.

O Cardeal recordou, ainda, que as palavras ditas por oficial pagão se eternizaram, sendo utilizadas na liturgia da missa, antes da comunhão, pois expressam uma profunda fé.

CUIDAR DOS DOENTES

Também nesse Evangelho é relatada a ocasião em que Jesus entrou na casa de Pedro e curou a sua sogra. “Esse é mais um gesto de cuidado dos doentes. Jesus tem muita atenção para com os enfermos. Por isso, a Igreja também tem essa atenção. Uma das recomendações de Cristo aos apóstolos foi justamente essa: curar, cuidar dos doentes”, enfatizou o Cardeal.

“Portanto, também hoje, cuidemos dos doentes com muita fé, procurando aliviar suas dores, dar assistência, estar próximos e ajudá-los. A nossa oração constante pelos doentes e junto com eles é um alívio muito grande, um conforto para sua fé”, completou o Arcebispo, lembrando que os doentes são as pessoas pelas quais Jesus tem especial preocupação.

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