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Primeiros membros da Comissão Justiça e Paz do Regional Sul 1 tomam posse

A cerimônia aconteceu na Basílica do Carmo, na capital paulista, durante missa presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini

Primeiros membros da Comissão Justiça e Paz do Regional Sul 1 tomam posse
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Os primeiros membros da Comissão Justiça e Paz (CJP) do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tomaram posse no sábado, 17. A cerimônia aconteceu na Basílica Nossa Senhora do Carmo, na Bela Vista, na capital paulista, durante missa presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini, Presidente do Regional Sul 1, Bispo de Mogi das Cruzes (SP) e Referencial da Comissão. Instalada em 12 de setembro, a CJP tem por compromisso fundamental a construção da paz a partir da defesa e da garantia dos direitos humanos.

TESTEMUNHO PROFÉTICO

 “As comissões de Justiça e Paz – em nível nacional, regional ou diocesano – estão na linha de frente do testemunho profético da missão da Igreja. E a Comissão Justiça e Paz do Regional Sul 1, empossada nesta celebração, compromete-se com questões emblemáticas a serem enfrentadas com coragem, firmeza e altivez”, enfatizou Dom Pedro Luiz, alertando para os compromissos com os direitos humanos, o Pacto pela Vida e pelo Brasil, o Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa, a Economia de Francisco e a recente encíclica Fratelli tutti.

DESENVOLVIMENTO DOS POVOS

A Comissão Pontifícia Justiça e Paz foi criada em Roma, em 1967, por São Paulo VI, sob inspiração do Concílio VaticanoII, especialmente da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, que chamou a atenção dos católicos para a consciência sobre a justiça social entre as nações.

Tem por objetivo central estudar os grandes problemas da justiça social, com o intuito de colaborar para o desenvolvimento de todos os povos, sobretudo os atingidos pela fome, e para a edificação da paz no mundo.

No Brasil, a Comissão, que é um dos organismos da CNBB, teve seus trabalhos iniciados oficialmente em 1971, com a realização do 1º Seminário Brasileiro de Justiça e Paz.

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Na Arquidiocese de São Paulo, a CJP foi criada em 1972, por iniciativa do então Arcebispo, Cardeal Paulo Evaristo Arns, com o objetivo de denunciar e combater as violações de direitos humanos durante o regime militar brasileiro.

A Comissão também se destacou na atuação pela redemocratização do País, tanto na defesa das eleições diretas quanto na participação popular, como entidade civil, na Constituinte e na Campanha pela Anistia.

A CJP também teve papel significativo na aprovação e implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e da Defensoria Pública estadual.

MEMBROS DA CJP DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

– Frei Marcelo Toyansk – Assessor Eclesiástico, membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

– Murilo Gaspardo – Coordenador e professor na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

– Antônio Funari – Advogado, ex-ouvidor da Polícia Militar e presidente da CJP da Arquidiocese de São Paulo.

– Ana Sueli Ferreira – Servidora Pública Federal.

– Antônio Carlos Malheiros – Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.

– Padre Arlindo Dias – Sacerdote da Congregação do Verbo Divino.

– Padre Gianfranco Graziola – Assessor nacional da Pastoral Carcerária.

– Luiza Andreza Camargo de Almeida – Membro da Pastoral da Juventude da Diocese de Ourinhos (SP).

– Maria Victoria Benevides – Membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns.

– Maria Auxiliadora Arantes – Diretora do Instituto Sedes Sapientiae.

– Maria Cândida de Paula Thomaz de Sousa – Advogada, vice-coordenadora da Pastoral Afro Regional.

– Irmã Maria da Penha de Oliveira – Membro da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

– Mario Francisco de Quinto Junior – Sociólogo.

– Matheus Rafael de Almeida – Professor e membro da Pastoral da Juventude.

– Mônica Lopes – Coordenadora estadual de Fé e Política.

– Vidal Serrano Nunes Júnior – Diretor da Faculdade de Direito da PUC-SP.

– Pastor Jair Alves – Membro da Igreja Metodista. *

 (Com informações de Regional Sul 1 da CNBB)

*Texto produzido sob a supervisão de Fernando Geronazzo

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