Caritas intensifica iniciativas de solidariedade na pandemia

Caritas intensifica iniciativas de solidariedade na pandemia
Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) realizou sua assembleia anual no dia 18, no Centro Pastoral São José, no Belém. Como acontece sempre no fim do segundo semestre, foi apresentado o relatório das atividades feitas em 2020 e o plano de trabalho de 2021.

O foco das atividades desenvolvidas pela entidade neste ano foi voltado, sobretudo, para as ações de atendimento às pessoas atingidas pelos impactos da pandemia de COVID-19 na cidade.

O Diretor da CASP, Padre Marcelo Maróstica Quadro, destacou que os núcleos regionais da Caritas tiveram que se adaptar às restrições da pandemia e, por isso, dedicou-se a atividades formativas e à capacitação de seus agentes.

Ações

Ao todo, os núcleos regionais Belém, Ipiranga e Sé distribuíram 5.575 cestas básicas a famílias carentes, em parceria com paróquias e pastorais. O Núcleo Regional Santana entregou 500 cestas todos os meses, enquanto o Núcleo Regional Lapa distribuiu 2.984 cestas mensais, além de criar um grupo de ação social, com a participação de 30 paróquias.

A CASP realizou, ainda, a distribuição de mais de 23 mil máscaras em hospitais, centros sociais, em aldeias indígenas, na Missão Belém e para a população em situação de vulnerabilidade social. Também foram distribuídos 2,5 mil kits de higiene e 275 litros de sabonete líquido. Além disso, houve a distribuição de produtos de limpeza, roupas, alimentos não perecíveis e refeições.

Foi criado um serviço de escuta ativa, que atendeu cerca de 700 pessoas por telefone, além da realização de um cadastro
emergencial com cerca de 500 pessoas, presencialmente ou por telefone. Também foi criado um formulário dos serviços
de solidariedade, para fazer o levantamento das atividades caritativas realizadas pelas pastorais, movimentos e entidades.

A CASP também mantém o Lar Santa Maria, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, onde é desenvolvido o projeto Horta Educativa, com o objetivo de oferecer à população os conhecimentos sobre a instalação, manutenção e gestão de hortas para produção de alimentos de consumo comunitário, segurança alimentar, sustentabilidade, cuidado com o meio ambiente, cooperativismo e economia solidária, à luz da Doutrina Social da Igreja.

Migrantes e refugiados

A entidade também é responsável pelo Centro de Referência para Refugiados, em convênio com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). No período da pandemia, o atendimento presencial desse serviço acontece uma vez por semana, na sede da CASP, no Centro da capital, com a distribuição de cestas básicas, kits de higiene e a obtenção do auxílio subsistência ao
qual os solicitantes de refúgio têm direito.

Ao todo, foram atendidas pelo Centro de Referência 5.860 pessoas de países como Venezuela, Colômbia, Síria, República Democrática do Congo e Nigéria. Desse total, cerca de 3,8 mil foram atendimentos de pessoas acolhidas pela primeira
vez na entidade.

Padre Marcelo chamou a atenção para o crescimento do atendimento a crianças e idosos em situação de refúgio. “Todos os programas do nosso Centro de Referência têm como eixos de trabalho acolher, proteger, promover e integrar migrantes e refugiados, verbos que o Papa Francisco utilizou na campanha da Caritas Internacional sobre migração e refúgio”, explicou o Diretor da CASP.

Muitos dos serviços prestados aos migrantes e refugiados foram adaptados para o atendimento virtual, por meio de uma equipe multidisciplinar. O relatório informou ainda que, em 2020, já foram doados cerca de R$ 1 milhão à população refugiada em alta vulnerabilidade. Mesmo assim, o Diretor da entidade reconheceu que a procura pelos serviços foi superior à capacidade de atendimento.

Animar a caridade

Ao comentar o relatório apresentado, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, enfatizou que não cabe apenas à Caritas Arquidiocesana a promoção das iniciativas de solidariedade da Igreja, mas a entidade deve animar a organização da caridade, motivando paróquias, comunidades e demais organizações eclesiais. “É preciso mobilizar toda a comunidade no serviço
da caridade, pois esse não é um serviço exclusivo da Caritas”, frisou. Outro aspecto enfatizado na assembleia é a necessidade
da formação de agentes e voluntários para que os serviços da CASP tenham maior capilaridade e alcance.

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