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Universidades pontifícias de Roma se preparam para o retorno às aulas

POR JOÃO FOUTO

Aulas presenciais estão suspensas em toda a Itália desde o início de março

Universidades pontifícias de Roma se preparam para o retorno às aulas
Pontifícia Universidade Gregoriana, administrada pelos Jesuítas (crédito: Reprodução da internet)

Com a constante melhora dos números do coronavírus na Itália e o relaxamento das restrições impostas, as universidades pontifícias estão se esforçando para iniciar o próximo ano acadêmico com aulas presenciais – vale lembrar que, no hemisfério norte, o ano acadêmico começa no segundo semestre, em setembro ou outubro.

No dia 5 de março deste ano, pouco após as autoridades tomarem consciência da gravidade da crise, foi anunciada a suspensão das aulas presenciais em toda a Itália. A princípio, a medida estava destinada a durar duas semanas, mas foi sucessivamente prorrogada, até que se decidiu por concluir o ano acadêmico com atividades à distância.

Algumas residências romanas optaram pelo retorno dos residentes para seus respectivos países, enquanto outras, a maioria, mantiveram-se abertas – foi o caso do Colégio Pio Brasileiro. Em ambos os casos, porém, os alunos seguiram as aulas pela internet.

As universidades tiveram que adaptar-se em pouco tempo, melhorando suas plataformas on-line – para suportar, por exemplo, um fluxo mais intenso de usuários – e orientando seus professores para que adequassem seus cursos à nova modalidade de ensino.

A Universidade da Santa Cruz anunciou que serão oferecidos, no próximo semestre, todos os cursos acadêmicos e que estará preparada para as aulas presenciais. Os alunos com matrículas atrasadas por causa do coronavírus não serão prejudicados. Em carta enviada aos estudantes dia 7 de julho, o reitor Luís Navarro garantiu que será ativado o ensino à distância para aqueles que, por conta da pandemia, não conseguirão chegar a tempo.

MEDIDAS DE PRECAUÇÃO

Várias medidas serão tomadas para corresponder às medidas de segurança exigidas pelas autoridades. O número de alunos por sala de aula será reduzido à metade e a entrada nas aulas e os intervalos serão organizados de modo a minimizar os contatos entre os diferentes grupos.

A equipe responsável pela limpeza seguirá um novo protocolo. Serão tomadas medidas para aumentar a ventilação e os filtros do sistema de ventilação serão trocados com maior frequência. Alunos e professores serão encorajados a lavar as mãos com frequência e, nos casos em que não for possível manter a adequada distância física, será requerido o uso máscaras.

Caso alguém manifeste sintomas do vírus ou entre em contato com alguém que tenha testado positivo, a força-tarefa da universidade para o combate da COVID-19 será informada e, se necessário, serão implementadas medidas de quarentena.

Os alunos foram encorajados a dispor de um computador com webcam e um sinal de internet estável, para o caso em que venha a ser necessário recorrer a aulas online. Ainda que essa não seja a primeira opção, a universidade está se preparando para uma eventual necessidade de retornar ao ensino à distância.

Na Pontifícia Universidade Gregoriana, administrada pelos Jesuítas, serão instalados medidores de temperatura na entrada e aqueles que estiverem com febre serão impedidos de entrar. Também serão adotadas medidas de distanciamento e as salas de aula já foram preparadas para isso. O ensino à distância continuará a ser exercido de modo limitado para alunos que não conseguirem retornar à Roma. A biblioteca da universidade foi equipada para oferecer certos serviços pela internet, inclusive um chat on-line.

Também a Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, conhecida por Angelicum, está adotando algumas medidas de segurança para garantir o início das aulas. A universidade está preparada para continuar com aulas à distância, pois muitos de seus alunos são dos Estados Unidos e da Índia, países mais afetados pelo coronavírus, e poderão ter dificuldades de ir a Roma.

As restrições de viagens para fora da União Europeia começaram a ser relaxadas dia 30 de junho. No entanto, para alguns países considerados de maior risco – é o caso de Estados Unidos, Brasil e Rússia –, as viagens continuam suspensas.

Fonte: Crux

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