Coleta do Óbulo de São Pedro é adiada para 4 de outubro

Devido à pandemia de COVID-19 e suas consequências, a coleta do Óbolo de São Pedro, que tradicionalmente é realizada próxima da solenidade de São Pedro e São Paulo, em 29 de junho, foi adiada para o dia 4 de outubro, por decisão do Papa Francisco.

A informação foi divulgada pelo Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, nesta quarta-feira, 29. Ele informou, ainda, que na data escolhida pelo Santo Padre, que será o 28º domingo do tempo comum, é a o dia do memória litúrgica de São Francisco de Assis.

GENEROSIDADE

O Óbolo de São Pedro é a ajuda econômica que os fiéis oferecem diretamente ao Pontífice romano, para as múltiplas necessidades da Igreja universal e para as obras de caridade em favor dos mais frágeis. Nasce com o próprio Cristianismo a prática de apoiar materialmente aqueles que têm a missão de anunciar o Evangelho e de cuidar dos mais necessitados.

No final do século VIII, os anglo-saxões decidiram enviar de maneira estável uma contribuição anual ao Santo Padre, o “Denarius Sancti Petri”. Posteriormente, o Papa Pio IX abençoou o Óbolo de São Pedro com a encíclica Saepe venerabilis, de 5 de agosto de 1871.

As ofertas vêm de muitas maneiras diferentes que se reúnem para formar a oferta que é então redistribuída, de acordo com as indicações do Papa, para aqueles que precisam. O critério geral que inspira essa prática ainda se refere à Igreja primitiva, são as ofertas espontaneamente dadas pelos católicos em todo o mundo, e também por outras pessoas de boa vontade, como um serviço para os outros.

COMO FUNCIONA

As coletas realizadas nas missas em todas as igrejas católicas do mundo na data estabelecida são reunidas pelas dioceses que enviam a quantia para a Santa Sé, para compor um fundo destinado apenas para esta finalidade.

Além do envio por parte das dioceses, é possível fazer a oferta por meio do site oficial do Óbolo de São Pedro. Nesse site também é possível conhecer as diferentes obras de caridade realizadas em todo mundo por meio desse gesto de generosidade.

“Essa coleta não vai para bolso e nem para a conta do Papa e sim para um fundo que faz referência ao Papa, para que este faça a caridade às situações de necessidades, de urgências, de catástrofes e sofrimentos do mundo inteiro. Não há terremoto, vulcão, desastre em que o Papa não esteja ajudando em nome da Igreja Católica, para que a caridade, como testemunho veraz do Evangelho, chegue a todos”, explicou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo.

OBRA DE CARIDADE

Em muitos pronunciamentos, o Papa Francisco repetidamente recordou que “o cristão existe para servir, não para ser servido”, que não deve se cansar de ser misericordioso. E convidou a viver a caridade com pequenos gestos concretos, “nas pequenas obras de misericórdia” que nos fazem vislumbrar o amor de Deus.

“Realizar com alegria obras de caridade por aqueles que sofrem no corpo e no espírito, é a maneira mais autêntica de viver o Evangelho, é o fundamento necessário para que as nossas comunidades cresçam na fraternidade e na aceitação mútua. Eu quero ver Jesus, mas vê-lo por dentro. Entre em suas chagas e contemple esse amor de seu coração por você, por mim, por todos”, disse o Pontíce no Angelus de 18 de março de 2018.

(Com informações de Vatican News)

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Graduado em Filosofia pelo Centro Universitário Assunção; tem pós-graduação em Jornalismo Multimídia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo Digital e gestão de mídias digitais.

É repórter do jornal O SÃO PAULO e professor no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL).

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