Como a Pascom pode contribuir para a articulação das pastorais?

Por Benigno Naveira e Elias Rodrigues

Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Pastoral da Comunicação (Pascom) é fundamental para a integração das pastorais, movimentos e serviços de uma paróquia, atuando como elo entre os grupos. A articulação entre as pastorais vai além da troca de informações, sendo um processo de colaboração ativa e sinodalidade, essencial para a missão evangelizadora da Igreja.

Imaginando a Pascom como o sistema nervoso de um corpo, as pastorais e movimentos seriam como que órgãos deste corpo que precisam estar em constante comunicação. Assim, a Pascom promove a integração das pastorais, garantindo que elas trabalhem colaborativamente para levar a mensagem do Evangelho.

O primeiro passo para uma articulação eficaz é fortalecer o diálogo e estabelecer canais de comunicação, como tem ocorrido, por exemplo, nas Paróquias Santo Antônio de Pádua, no Jardim Bonfiglioli, Decanato São Bartolomeu; e São João Batista, Vila Ipojuca, Decanato São Simão, ambas na Região Lapa, que se valem do recurso de grupos de WhatsApp para manter todas as lideranças pastorais informadas sobre assuntos da comunidade paroquial. Além disso, são realizadas reuniões periódicas e formações para envolver todos os membros e garantir seu compromisso com a missão.

Janaína Gonçalves, coordenadora nacional da Pascom, explica que a articulação engloba animar, acompanhar e envolver os agentes pastorais: “A articulação não é fácil, mas é a chave para uma Igreja dinâmica, em que a colaboração entre as pastorais é essencial para a missão evangelizadora”.

A articulação inclui ações concretas, como a promoção de eventos comunitários e encontros formativos que integrem os fiéis e membros das pastorais, fortalecendo o sentido de comunidade e a colaboração. Isso torna as pastorais mais engajadas e comprometidas.

“É essencial que a liderança da paróquia, especialmente o pároco, tenha uma visão clara sobre o que acontece em cada pastoral. O acompanhamento contínuo das atividades é crucial para uma articulação eficaz”, ressalta Janaína, recomendando aos sacerdotes que se envolvam ativamente na coordenação das ações e no acompanhamento das atividades pastorais. 

ESTRATÉGIAS PARA MELHORIAS

A implantação de um calendário paroquial digital ou de um mural físico permite que todas as pastorais conheçam previamente os eventos e atividades, facilitando a coordenação e promovendo maior integração entre os grupos.

Entre as paróquias que têm alcançado bons resultados em articulação se destacam o uso de ferramentas como o WhatsApp e o Telegram, bem como a realização de reuniões virtuais para uma comunicação rápida, além das redes sociais (Instagram e Facebook) para divulgar eventos e ações. Contudo, o uso do WhatsApp se torna ineficiente quando ocorrem conversas paralelas nesses grupos. 

Outra sugestão é a criação de resumos semanais ou mensais, enviados por e-mail ou fixados na secretaria paroquial, garantindo que todas as pessoas fiquem bem informadas.

O QUE AINDA PRECISA SER SUPERADO?

As paróquias que enfrentam dificuldades para articular suas ações mencionam como desafios comuns a resistência dos fiéis a mudanças, a falta de comprometimento de alguns membros das pastorais e o isolamento de pastorais que não querem atuar de modo integrado com as outras.

“As dificuldades são muitas, mas superá-las começa com uma mudança de mentalidade. As pastorais precisam perceber que, para cumprir a missão evangelizadora, colaboração e sinodalidade são fundamentais”, destaca Janaína.

Olhando para as paróquias bem-sucedidas na articulação de suas ações, um traço comum é a formação contínua – presencial ou virtual – para fortalecer o compromisso dos membros das pastorais e prepará-los para a missão evangelizadora. “Quando as pastorais se comunicam e trabalham de forma integrada, vemos uma paróquia mais viva e cheia de vida”, assegura Janaína.

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