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A arte da acolhida no dia a dia das comunidades paroquiais

POR BENIGNO NAVEIRA E ELIAS RODRIGUES

A arte da acolhida no dia a dia das comunidades paroquiais - Jornal O São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Pastoral da Acolhida tem como meta o acolhimento ao próximo em vista de promover o Reino de Deus. Santo André Apóstolo é o padroeiro desta pastoral e inspira seus agentes à missão.

“Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu para a glória do Pai” (Rm 15,7), escreve São Paulo na carta aos Romanos. Também Jesus escolheu e acolheu os apóstolos como continuadores de sua missão (cf. Mt 10,1-8). O Documento de Aparecida explicita essa ação de Jesus, destacando a acolhida como um serviço fundamental na Igreja (cf. DA, nn.353-357).

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Benigno Naveira

COMO FUNCIONA ESTA PASTORAL?

Formada por uma equipe de pessoas comunicativas, gentis e simpáticas, a Pastoral da Acolhida se dedica a receber bem os fiéis que chegam à igreja para participar das celebrações ou de outros eventos.

Também informa e auxilia as pessoas nos serviços da paróquia, mantendo-se interligada às outras pastorais.

As coordenações da Pastoral da Acolhida, em conjunto com o pároco e os coordenadores de outras pastorais, planejam a organização dos trabalhos nas celebrações e eventos da paróquia, visando sempre ao bom atendimento e carinho com os fiéis.

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ACOLHER OS FIÉIS EM SUAS ALEGRIAS E TRISTEZAS

A Pastoral da Acolhida na Paróquia Santa Ângela e São Serapião, da Região Ipiranga, Decanato Santo André, foi criada em 2013 pelo Padre Everton Fernandes, a partir da própria sensibilidade da necessidade de acolher as pessoas.

Os coordenadores da Pastoral, Fernando de Matos Aguiar e Maria Aparecida Júlio Morello Aguiar, explicam que os membros se dedicam a preparar o ambiente para receber os irmãos, atendendo às necessidades da assembleia durante as celebrações e auxiliando nas atividades paroquiais. Isso inclui desde a organização física dos espaços até o acolhimento afetuoso e atencioso dos fiéis.

O trabalho de cada membro da Pastoral, especialmente durante seus horários de escala, visa a estabelecer laços de amizade. “Muitas pessoas procuram a Pastoral para compartilhar suas alegrias e tristezas, e alguns até mesmo aguardam a visita dos membros da equipe para rezar em suas casas durante a novena de Natal”, explica Fernando.

Maria Aparecida destaca que desde a criação da Pastoral da Acolhida, a comunidade paroquial tem expressado sua alegria pela iniciativa, buscando-a para momentos de escuta e atenção em suas necessidades. Além disso, essa Pastoral é recorrentemente chamada para colaborar em eventos promovidos por outras pastorais.

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PARA ALÉM DA RECEPÇÃO NA PORTA DA IGREJA

Na Paróquia São Luís Gonzaga, na Região Sé, Decanato São Tiago de Alfeu, o trabalho da Pastoral da Acolhida vai além da simples recepção dos fiéis. Há a preocupação de conhecê-los melhor, por meio de pesquisas formuladas pela Pastoral Familiar e com os encontros de café comunitário.

“As pessoas precisam sentir-se bem para permanecer e participar da comunidade. A ação de acolhimento deve ser realizada e percebida por toda a comunidade”, explica Priscila Cabrini, coordenadora paroquial da Pastoral da Acolhida. Ela enfatiza que a acolhida deve ser um valor que permeie todas as pastorais da comunidade, sendo feita em conjunto com os grupos e pastorais da igreja, de forma integrada e participativa, a fim de também acolher os visitantes, novos moradores ou aqueles que se sentem esquecidos.

Priscila destaca que o papel da Pastoral da Acolhida é semelhante ao de receber uma pessoa querida em casa, e que a relação deve ser pautada pelo amor ao próximo, buscando ajudar a encontrar soluções para suas necessidades.

Um exemplo concreto do impacto desse trabalho é a história de Maira Pinelli, uma paroquiana cuja gestação foi acompanhada de perto pela Pastoral da Acolhida. Quando Gabriela, sua filha, nasceu, tornou-se afilhada de consagração da Pastoral. “A Gabriela é um presente que a acolhida nos trouxe. Hoje em dia, ela participa de todas as missas dominicais conosco e se envolve em todas as atividades da comunidade”, conta Priscila.

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OUTRAS PARÓQUIAS COM A PASTORAL DA ACOLHIDA:

  • Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Morro Doce, na Região Lapa, Decanato São Tito, tem a Pastoral da Acolhida ativa há 24 anos;
  • Paróquia Santo Antônio, na Vila Brasilândia, Região Brasilândia, Decanato São Pedro, tem a Pastoral atuante desde a década de 1980;
  • Paróquia Nossa Senhora do Líbano, em Pirituba, Região Lapa, Decanato São Tito, tem a Pastoral da Acolhida desde 2002, atualmente coordenada por Rosenilda Silva;
  • Paróquia São Francisco de Assis, no Jaguaré, Região Lapa, Decanato São Bartolomeu, tem 20 membros ativos nesta Pastoral que é coordenada pelo casal Marcio e Juliana;
  • Paróquia Santa Inês, no Lauzane Paulista, Região Santana, Decanato Santa Marta, Santa Maria e São Lázaro, tem a Pastoral da Acolhida desde 2018;
  • Paróquia São Paulo Apóstolo, da Vila Isolina Mazzei, Região Santana, Decanato São Tiago de Zebedeu, tem esta Pastoral

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