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‘A Palavra eterna de Deus não passa’, diz Cardeal Scherer na última missa do ano na Catedral da Sé

A celebração do Sétimo Dia da Oitava de Natal recordou os grandes marcos de 2025 para a Igreja e o mundo, em trouxe um convite à esperança cristã para 2026

‘A Palavra eterna de Deus não passa’, diz Cardeal Scherer na última missa do ano na Catedral da Sé - Jornal O São Paulo
Fernando Arthur/O SÃO PAULO

Às 12h do último dia de 2025, os sinos da Catedral da Sé soavam anunciando o início da Missa do Sétimo Dia na Oitava de Natal, que foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, tendo como concelebrante o Padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, Cura da Catedral.

Momentos antes da Eucaristia, a atmosfera na Catedral era de profundo recolhimento. O Padre Baronto conduziu um momento de Adoração Eucarística, preparando os corações para a transição de ano. “Cristo, ouvi-nos; Cristo, atendei-nos”, entoaram dezenas de fiéis presentes, pedindo ao Senhor pelo fim das guerras, pelas famílias, pela Igreja e pelos falecidos.

Diante de Jesus Eucarístico, a assembleia rezou pelo ano de 2026: “Senhor, neste ano novo, caminha comigo, guardai as nossas casas, nossas famílias, nosso país”.

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O SENHOR DO TEMPO

Na homilia, o Arcebispo de São Paulo refletiu sobre o Prólogo do Evangelho de São João, destacando o mistério da Palavra que se fez carne. Dom Odilo lembrou que, embora estejamos imersos na passagem do tempo — marcado pela sucessão dos dias e anos —, a Palavra de Deus permanece imutável.

“A virada do ano é só uma virada de página no calendário; na eternidade de Deus, tudo continua. Nós é que viramos a página, não Deus”, afirmou o Cardeal. Ele exortou os fiéis adepositarem a confiança no “Senhor do tempo e da história” e não em em superstições, cores de roupas ou “forças mágicas” comuns nas celebrações seculares de Réveillon.

“Nós não somos chamados a confiar em forças mágicas, mas a confiar em Deus e a participar com Deus no projeto da vida que Ele nos chama a realizar. Não tememos o futuro, porque temos confiança naquele que é o Senhor”, enfatizou Dom Odilo.

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O ANO DE 2025 

A homilia também foi marcada por uma retrospectiva dos grandes acontecimentos de 2025, um ano denso para a Igreja e para o mundo. O Cardeal recordou a celebração do Jubileu de 2025, o Ano Santo da Esperança, e os 280 anos de história da Diocese de São Paulo.

Em âmbito universal, o Arcebispo rememorou momentos de dor e renovação para a Igreja, citando o falecimento do Papa Francisco e a eleição do Papa Leão XIV, bem como a celebração dos 1.700 anos do Concílio de Niceia. 

Dom Odilo também destacou os esforços globais pela paz e pelo cuidado com a Casa Comum, mencionando a realização da COP 30 em Belém (PA). “Quanta solidariedade se busca justamente para cuidar dos pequeninos, dos mais expostos, mais vulneráveis da terra”, pontuou.

Localmente, o Arcebispo celebrou a caminhada sinodal da Arquidiocese, as ordenações de novos sacerdotes e diáconos, e a nomeação, em novembro, de dois novos bispos auxiliares que serão ordenados no início de 2026.

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Ação de Graças

Ao final da celebração, os fiéis entoaram o hino ‘Te Deum’, que reflete a sabedoria da tradição cristã de elevar o coração aos céus, na certeza de que todos são acolhidos na misericórdia do Senhor.

O cântico solene encerrou a liturgia com um pedido de proteção para o novo ciclo que se inicia: “Salvai o vosso povo. Senhor, abençoai-o. Regei-nos e guardai-nos até a vida eterna. Senhor, em cada dia, fiéis, vos bendizemos, louvamos vosso nome agora e pelos séculos”.

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