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Dom Carlos Lema Garcia preside a Celebração da Paixão do Senhor no Tatuapé

Pedro Henrique Orte de Souza
Colaboração especial para a Região Belém

Dom Carlos Lema Garcia preside a Celebração da Paixão do Senhor no Tatuapé - Jornal O São Paulo
Claudia Gaspar

Na tarde da Sexta-feira Santa, 3, a Paróquia São José do Maranhão, no Tatuapé, Decanato São Lucas, reuniu fiéis para a Celebração da Paixão do Senhor. 

A liturgia foi presidida por Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade e concelebrada Padre Arlindo Teles Alves, Pároco.

Durante a celebração, marcada pelo silêncio, pela escuta da Palavra e pela adoração da Cruz, Dom Carlos conduziu a reflexão a partir do Evangelho segundo São João. Em sua homilia, destacou a singularidade do mais jovem entre os apóstolos, aquele que permaneceu fiel até o fim e que testemunhou de perto os momentos decisivos da vida de Jesus desde o Cenáculo até o Calvário.

Dom Carlos Lema Garcia preside a Celebração da Paixão do Senhor no Tatuapé - Jornal O São Paulo

O Prelado ressaltou que o olhar de João, profundamente marcado pela experiência do amor, convida os cristãos de hoje a contemplarem a Paixão não apenas como um fato histórico, mas como um mistério que continua a interpelar a vida contemporânea. “João viu, permaneceu e acreditou”, enfatizou, apontando para a importância de uma fé enraizada na vivência e na proximidade com Cristo.

Dom Carlos também provocou os fiéis a refletirem sobre os desafios de viver a fé em um mundo marcado pela rapidez e pela constante transformação, especialmente diante da intensificação das tecnologias. Segundo ele, a “efervescência” da sociedade atual pode dispersar o olhar e enfraquecer a interioridade, tornando ainda mais necessária a experiência do silêncio e da contemplação, tão presentes na liturgia da Paixão.

A celebração foi encerrada em clima de profunda reverência, recordando que, diante da Cruz, a Igreja é chamada a redescobrir o essencial: o amor que se doa até o fim e que permanece como resposta às inquietações do mundo contemporâneo.

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