
No contexto do 30º Dia Mundial da Vida Consagrada, celebrado em 2 de fevereiro, a regional São Paulo da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB São Paulo) realizou uma missa em ação de graças no sábado, 31 de janeiro, na Capela do Colégio Santa Inês, das Irmãs Salesianas, no Bom Retiro, tendo entre as participantes a Irmã Inês da Costa Camargo, FTOS, coordenadora regional.
A Eucaristia foi presidida por Dom Carlos Silva, OFMCap., Bispo Auxiliar de São Paulo e Secretário-geral do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Na homilia, ele ressaltou que um dos traços da vida consagrada é a profecia, pois ela não nasce do poder, mas da confiança radical em Deus.
Ao recordar que as Bem-aventuranças (cf. Mt 5,3-12) não são apenas um conjunto de valores morais, mas “o autorretrato de Cristo”, Dom Carlos lembrou que estas são, também, o retrato da Igreja e, particularmente, dos consagrados: “A vida consagrada encontra aqui o seu lugar teológico: não como fuga do mundo, mas como presença evangélica no coração das feridas do mundo. As Bem-aventuranças nos dizem que Deus está onde a dignidade é ferida e onde a fé é provada. E é exatamente aí que a vida consagrada é chamada a permanecer”.
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PROFECIA DA PRESENÇA

O Bispo fez ainda menção à recente carta publicada pelo Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, com o título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada”.
Dom Carlos comentou que a palavra ‘permanecer’ se destaca na carta: “Permanecer junto aos povos feridos, às periferias geográficas e existenciais, às situações de conflito, pobreza, solidão, migração, violência, polarização e indiferença. Esse permanecer não é resignação, nem passividade. É esperança ativa. É uma presença que consola, denuncia, acompanha, reza, sustenta e recomeça”.

Dom Carlos também recordou que a carta menciona a beleza e a multiplicidade com que tal profecia se expressa: “A vida apostólica, próxima da dignidade ferida; a vida contemplativa, que sustenta a esperança quando a fé é provada; os institutos seculares, fermento discreto no mundo; o Ordo virginum, sinal de gratuidade e fidelidade; a vida eremítica, memória do essencial e do primado de Deus. Na diversidade das formas, uma única missão: permanecer com amor, sem abandonar, sem calar, fazendo da própria vida Palavra para este tempo”.
Por fim, o Bispo sublinhou que a vida consagrada é “profecia da presença e semente da paz”, não com discursos abstratos, mas com os gestos cotidianos de escuta, diálogo, paciência, conversão do coração e fidelidade ao Evangelho.
(Com informações da CRB São Paulo)





