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Lideranças pastorais aprofundam o tema da CF 2026 em seminário arquidiocesano

Lideranças pastorais aprofundam o tema da CF 2026 em seminário arquidiocesano - Jornal O São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Com a finalidade de sensibilizar e engajar os membros das pastorais e paróquias sobre o tema da CF 2026 – Fraternidade e Moradia – aconteceu no sábado, 31 de janeiro, o Seminário Arquidiocesano da Campanha da Fraternidade, no auditó­rio da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), na zona Sul.

Entre os 200 participantes estiveram Dom Carlos Silva, OFMCap., e Dom Edilson de Souza Silva, Bispos Auxilia­res da Arquidiocese; o Padre José Maria Mohomed Júnior, Coordenador Arqui­diocesano de Pastoral e da Campanha da Fraternidade; o Cônego Marcelo Al­vares Matias Monge, Vigário Episcopal para a Caridade Social; o Cônego José Renato Ferreira, Coordenador da Co­missão Testemunho da Arquidiocese; o Padre José Geraldo Rodrigues Moura, Coordenador da Comissão Testemunho na Região Ipiranga; e Regina Célia da Silveira Santana, secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

Na primeira etapa do encontro, foram apresentados painéis para fun­damentar a CF 2026. Um deles tratou da situação habitacional da cidade e seus desafios, explanado por Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista, pro­fessora emérita da USP, ex-secretária municipal da Habitação e Desenvol­vimento e uma das coordenadoras do BRCidades.

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A palestrante fez um resgate da história urbanística da cidade, dando destaque aos mutirões das décadas de 1970 e 80, construções que, segundo ela, trouxeram não só moradia no sen­tido individual, mas o desenvolvimento comunitário. Ela criticou a dissemina­ção dos atuais modelos prontos de ha­bitação popular, que são feitos sem que se compreenda as realidades locais e as desigualdades sociais: “Este modelo leva a população mais pobre às peri­ferias, impactando a saúde e qualidade de vida das pessoas, além de ‘empurra­rem’ aos limites da cidade, como para áreas de mananciais, aqueles que não têm mais opção de moradia. Enquan­to isso, há nas áreas centrais espaços que, com a aplicação de recursos e políticas públicas, seriam ideais para moradia popular”.

O Padre Alfredo José Gonçalves, CS, Vice-presidente do Serviço Pas­toral dos Migrantes da CNBB, trouxe à reflexão a imagem da “Casa da Ten­da”, aquela que é aberta, que acolhe os peregrinos, sinal da promessa de Deus. “Como as flores, como as es­pigas, a casa nasce do chão; nasce da solidariedade, nasce da organização”, reforçou.

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Assessor arquidiocesano da CF 2026 e atuante na Pastoral da Mora­dia, o Padre Antônio Naves dissertou sobre o direito à moradia, que consta na Constituição federal, lembrando, inclusive, que alguns dos ali presentes fizeram parte das discussões que resultaram na criação deste conjunto de leis. Já o Frei Marcelo Toyansk Guimarães, Coordenador nacional da Pastoral da Moradia e da Favela, fez memória aos temas te­mas da CF, afirmando que conversam entre si: “O problema da moradia impacta o meio ambiente e a ecologia integral, tema que foi trabalhado pela Igreja em 2025”.

DIGNIDADE E DIREITO À MORADIA

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Na segunda etapa do seminário, os representantes dos movimentos que atuam pelo direito à moradia apresen­taram suas conquistas e os principais desafios.

À tarde, foram realizadas oficinas cujos temas abrangiam a produção au­togestionária de moradia, plano popu­lar para assentos e favelas, arte e cultura na periferia, acesso à terra e especula­ção imobiliária.

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O encontro foi finalizado com um momento celebrativo. Em entrevista, Dom Carlos Silva comentou que o semi­nário buscou atender o objetivo geral da CF de promover “a Boa Nova do Reino de Deus, no espírito de conversão qua­resmal, e a moradia como prioridade e direito, assim como os demais serviços essenciais a toda a população”. Desejou, também, que o evento ajude a despertar a consciência para propostas concretas diante dos problemas habitacionais nas diferentes regiões da cidade.

Para saber mais sobre a CF 2026, acesse: https://campanhas.cnbb.org.br.

(Colaborou: Karen Eufrosino)

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