
Na manhã do sábado, 28 de março, a Avenida Paulista foi espaço para um forte testemunho público de fé com a Via-Sacra da Juventude da Arquidiocese de São Paulo, realizada pelo terceiro ano consecutivo.
Cerca de 230 participantes, representantes de diversas paróquias das seis regiões episcopais e das pastorais, movimentos e novas comunidades percorreram o trajeto entre a Paróquia Santa Generosa, próxima à estação Paraíso do Metrô, e a Paróquia São Luís Gonzaga, perto da Rua da Consolação. Eles foram fraternal e alegremente acolhidos nas duas igrejas.
Um dos destaques deste ano foi a encenação das estações, realizada pelos jovens da Região Episcopal Brasilândia, que deram vida aos passos de Jesus com sensibilidade e expressividade, o que chamou a atenção das pessoas que circulavam pela Avenida Paulista, muitas das quais se juntando espontaneamente à procissão.
Em cada estação, jovens conduziram as leituras e reflexões, enquanto Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Referencial para o Setor Juventude, ofereceu meditações que uniram o mistério da Paixão de Cristo aos desafios vividos pelos jovens no mundo atual.

O clima de oração e recolhimento contrastou com o movimento agitado da avenida. Pessoas saíram das lojas, observaram das calçadas e rezaram ao lado do jovens ou acompanharam em silêncio enquanto a procissão avançava. Houve ainda quem, das janelas dos prédios, se unisse ao momento com gestos de oração, revelando o alcance espiritual que a iniciativa tem conquistado ao longo dos anos.


As músicas, amplamente conhecidas, ajudaram a envolver não apenas os jovens, mas também as muitas pessoas que passavam pela avenida, criando um ‘coral a céu aberto’.
Durante o tempo da Quaresma, a meditação da via-sacra é uma prática profundamente ligada ao processo de conversão pessoal e comunitária. Ao contemplar os passos de Jesus rumo ao calvário, os fiéis são convidados a rever suas atitudes, abrir o coração à misericórdia de Deus e renovar seu compromisso com o Evangelho.
Os jovens que participaram deram testemunho de que este momento foi uma oportunidade real de se aproximar de Cristo, reconhecer Sua presença na dor do próximo e de fortalecer a fé em comunidade. Desejaram, por fim, que essa caminhada fortaleça ainda mais o espírito missionário da juventude e inspire outras ações de fé e presença pública nas ruas da cidade.
Por Diego Brigatto
Pelo Setor Juventude da Arquidiocese de São Paulo





