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‘O cristão aprende de Jesus o que significa viver’, afirma Dom Cícero na Missa da Ceia do Senhor

‘O cristão aprende de Jesus o que significa viver’, afirma Dom Cícero na Missa da Ceia do Senhor - Jornal O São Paulo

Na noite da Quinta-Feira Santa, 2, a Paróquia São Pedro Apóstolo, na Mooca, Decanato Santa Maria e São José, deu início às celebrações do Tríduo Pascal com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor. 

A celebração foi presidida por Dom Cícero Alves de França, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Belém, e concelebrada pelos Padres Sidnei Fernandes Lima e Laurício José Pipper, colaboradores paroquiais.

A liturgia da “Missa do Lava-pés”, como é popularmente conhecida, recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial, além de apresentar o mandamento novo do amor deixado por Cristo.

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DEUS QUE SE INCLINA

Na homilia, Dom Cícero enfatizou que o gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos não é uma representação teatral, mas um convite real ao seguimento. Ele destacou o paradoxo da humildade divina: “Não é mais o homem que se inclina diante de Deus, é Deus que se abaixa diante da criatura. Eu que sou Deus, me abaixei, experimentei verdadeiramente a humildade”, afirmou o Prelado.

O Bispo explicou a etimologia da palavra humildade, ligando-a ao termo humus (terra), e provocou os fiéis a abandonarem a soberba. “Os arrogantes e os soberbos não servem, porque não sabem amar. Para poder lavar os pés, nós precisamos nos abaixar, nos inclinar”, reiterou.

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EUCARISTIA E TRANSFORMAÇÃO

Dom Cícero também relacionou o gesto do serviço com o mistério eucarístico, definindo a Eucaristia como o “Deus abaixado” que se torna alimento e força para as lutas cotidianas. Segundo ele, comungar exige o compromisso de transformar o mundo ao redor, especialmente por meio da busca pela paz, que deve começar no coração de cada indivíduo.

“Deixemos hoje que o Senhor lave os nossos corações, tirando toda a violência, toda a vingança, toda a mágoa, toda a raiva, toda a inveja, toda a soberba, todo o orgulho”, exortou o Prelado, lembrando que a leitura da Sagrada Escritura deve gerar um compromisso de vida.

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O RITO E A VIGÍLIA

Após a reflexão, o Bispo realizou o rito do lava-pés, lavando os pés de representantes das diversas pastorais da paróquia, simbolizando a Igreja que se coloca a serviço de todos, especialmente dos mais pobres e sofredores.

Ao final da celebração, seguindo a tradição litúrgica, o altar foi desnudado e os adornos do presbitério retirados, simbolizando a solidão e o despojamento de Jesus em sua agonia. Em seguida, o Santíssimo Sacramento foi transladado em procissão para o salão paroquial. Dom Cícero, os sacerdotes e os fiéis permaneceram em vigília e adoração, acompanhando o Senhor em Sua entrega na noite que antecede a Paixão.

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