Anunciadas nesta quarta-feira as primeiras Viagens Apostólicas de 2026 de Leão XIV: dez dias na África, entre Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, um dia em Monte Carlo e seis dias na Espanha, entre Madri, Barcelona e as Ilhas Canárias.

Uma viagem de dez dias à África, duas viagens à Europa, uma viagem de um único dia ao Principado de Mônaco e uma viagem de seis dias à Espanha e às Ilhas Canárias. Após a significativa viagem à Turquia e ao Líbano no final de 2025 e o anúncio das viagens pela Itália – que o levarão, entre outros, a Lampedusa -, o Papa Leão XIV retoma suas peregrinações ao redor do mundo, conforme anunciado nesta quarta-feira (25/10) pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
A mais longa delas — de 13 a 23 de abril — o levará a seguir os passos de Santo Agostinho na Argélia (Argel e Annaba); depois à África Central, na República dos Camarões (Yaoundé, Bamenda e Douala); Angola (Luanda, Muxima e Saurimo); e por fim Guiné Equatorial (Malabo, Mongomo e Bata).
Uma viagem complexa, que é contemporaneamente uma viagem em memória do Santo de Hipona, a quem o Sucessor de Pedro é ligado, para então visitar outros dois países, com particular atenção aos mais vulneráveis, aos pobres e àqueles que cuidam deles.
A paz também será um dos objetivos: Leão XIV viajará para a região de língua inglesa ao norte dos Camarões. A última parada será a Guiné Equatorial, único país de língua espanhola na África.
Uma peregrinação que, por sua duração, se assemelha àquela realizada na África por São João Paulo II em 1985, com sete países visitados em 11 dias.
A viagem de um dia ao Principado de Mônaco, em 28 de março – véspera da Semana Santa – será a primeira de sua série de Viagens Apostólicas no primeiro semestre de 2026. Leão XIV responde assim positivamente aos reiterados convites feitos pelas autoridades monegascas, primeiro ao Papa Francisco e depois a ele próprio.
O Principado representa uma realidade europeia onde o catolicismo é a religião oficial e onde o diálogo entre as instituições civis e a Igreja mantém uma importância concreta, inclusive no debate público. O compromisso do Principado com a paz também é significativo, visto que pela primeira vez na época moderna receberá um Pontífice.
Por fim, de 6 a 12 de junho, Leão XIV visitará a Espanha – a capital Madri e depois Barcelona – para inaugurar a nova e mais alta torre da Sagrada Família, a basílica monumental que remodelou o horizonte da cidade catalã. A visita coincide com o centenário da morte do brilhante arquiteto que “sonhou” a Basílica e iniciou sua construção, Antoni Gaudí, declarado Venerável Servo de Deus no ano passado.
O Pontífice, permanecendo na Espanha, se deslocará de Barcelona para as Ilhas Canárias, para realizar uma viagem que já estava no coração de Francisco, como destacou o cardeal arcebispo de Madri, José Cobo Cano, em janeiro passado. Nesta etapa, os destinos serão Tenerife e Gran Canaria.
Por meio dessas três viagens, o Bispo de Roma terá a oportunidade de encontrar uma grande variedade de países e situações, desde uma nação muçulmana como a Argélia, onde os cristãos são uma pequena minoria e uma semente de fraternidade, até países de maioria cristã localizados no coração do continente africano, com seus desafios e seu alegre testemunho de fé.
O Papa fará uma breve visita ao segundo menor país do mundo – depois da Cidade do Estado do Vaticano -, localizado na Riviera Francesa, e em seguida viajará para uma nação europeia, a Espanha, cuja identidade foi moldada pela fé cristã, mas que sofre com a secularização. E concluirá a viagem com as Ilhas Canárias, uma das principais rotas migratórias da África para a Europa, com dezenas de milhares de desembarques a cada ano.
Fonte: Vatican News




