Ao receber em audiência no sábado, 21, duas Congregações religiosas, os Oblatos de Maria Imaculada e as Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, o Papa sublinhou que a familiaridade fraterna e o compromisso missionário brotam do encontro com Deus

O Papa Leão XIV recebeu em audiência no sábado, 21, os Missionários Oblatos de Maria Imaculada e as Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos por ocasião de dois importantes jubileus: os 200 anos da aprovação das Regras e Constituições dos Oblatos e os 150 anos de fundação das Irmãs.
Na saudação inicial, o Pontífice manifestou alegria pelo encontro e destacou os vínculos espirituais que unem as duas Congregações, apesar de suas histórias distintas. Segundo o Papa, ambas compartilham a mesma raiz missionária, marcada pela atenção aos mais pobres e pela fidelidade ao Evangelho.
VOCAÇÃO MISSIONÁRIA VOLTADA AOS ÚLTIMOS
Recordando o lema de Santo Eugênio de Mazenod: “Enviou-me para evangelizar os pobres”, o Papa sublinhou o contexto histórico difícil em que nasceu a Congregação dos Oblatos e elogiou a coragem do fundador, que defendeu a dignidade dos pobres, dos operários e dos camponeses. Destacou também a ousadia missionária que levou religiosos a diferentes continentes, da Europa à África, à Ásia e ao Canadá, como sinal de docilidade ao Espírito Santo.
Hoje, lembrou o Santo Padre, os Oblatos contam com mais de 3 mil religiosos presentes em setenta países, mantendo viva a opção preferencial pelos últimos e enriquecendo a missão com a interculturalidade e a colaboração de uma ampla família carismática.

‘COM MARIA, MÃE DE JESUS’
Dirigindo-se às Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, o Papa evocou o lema da Congregação, inspirado nos Atos dos Apóstolos: “Com Maria, Mãe de Jesus”. Leão XIV recordou que a fundação da comunidade, há 150 anos, nasceu do desejo de assegurar a presença feminina na obra missionária da Sociedade das Missões Africanas.
Muitas mulheres, afirmou o Pontífice, responderam com generosidade a esse chamado, aceitando as dificuldades da missão, inclusive o risco da doença e do martírio.
Ao recordar que ainda hoje as Irmãs atuam em contextos difíceis, oferecendo seu serviço com fé e respeito por todos, o Papa as encorajou a continuarem sua missão, tornando-se testemunhas de fraternidade e de paz nos lugares onde atuam.
O VALOR DA ‘FAMILIARIDADE’
Por fim, dirigindo-se aos dois Institutos, Leão XIV pediu que mantenham vivo o espírito das origens, acolhendo a vitalidade atual como um dom e um sinal da ação de Deus. O Pontífice destacou ainda um traço comum aos fundadores das duas Congregações: o espírito de “familiaridade”.
“Para os consagrados, para as consagradas e para os leigos cristãos verdadeiramente comprometidos, ele nasce antes de tudo do encontro com Deus, da Eucaristia, da oração e da Adoração, da escuta da Palavra e da celebração dos Sacramentos. Dali, do Altar e do Tabernáculo, cresce nos corações, enchendo-os daqueles sentimentos de partilha e de afeto, de cuidado e de paciente proximidade, que devem sempre caracterizar-nos e que nos tornam espelho do amor de Deus no mundo”.
Ao concluir, o Santo Padre agradeceu o bem realizado pelos religiosos e religiosas e assegurou seu apoio por meio da oração. Em seguida, concedeu sua bênção apostólica.
Fonte: Vatican News





