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No primeiro Angelus de 2026, Leão XIV exorta à paz entre as nações e nas famílias

“Queridos irmãos e irmãs, feliz ano novo!” Após celebrar a Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, o Papa Leão XIV rezou o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, na manhã da quinta-feira, dia 1º.

No primeiro Angelus do ano, neste 59ª Dia Mundial da Paz, o Pontífice dirigiu uma forte exortação à humanidade para renovar o tempo presente, abrindo-o à esperança, à reconciliação e à paz: “À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos. Sem este desejo de bem, não faria sentido virar as páginas do calendário nem preencher as nossas agendas”.

Fotos: Vatican Media

O JUBILEU E O ‘ESTILO’ DE DEUS

Recordando o Jubileu, que será concluído em 6 de janeiro, Leão XIV destacou o legado espiritual deixado pelo Ano Santo, que ensinou a cultivar a esperança concreta de um mundo novo.

“O Jubileu, que está prestes a terminar, ensinou-nos como cultivar a esperança de um mundo novo: convertendo o coração a Deus, de modo a transformar os erros em perdão, a dor em consolação, os propósitos de virtude em boas obra”, afirmou.

Esse dinamismo, explicou o Papa, revela o próprio modo de agir de Deus na história, um “estilo” marcado pela misericórdia e pela proximidade. É assim que Deus salva o mundo do esquecimento, oferecendo-lhe o Redentor, Jesus Cristo, o Filho Unigênito que se faz nosso irmão e ilumina as consciências de boa vontade, para que o futuro seja construído como uma casa acolhedora para todos.

O CORAÇÃO DE CRISTO NÃO É INDIFERENTE 

Na contemplação do mistério do Natal, o Papa convidou os fiéis a dirigir o olhar para Maria, a primeira a sentir bater o coração de Cristo. No silêncio do seu ventre virginal, o Verbo da vida manifesta-se como um pulsar de graça, revelando o amor de Deus pela humanidade: “Por isso, o coração de Jesus bate por cada homem e cada mulher: por quem está preparado para o acolher, como os pastores, e por quem não o deseja, como Herodes.”

Um coração que não permanece indiferente, mas pulsa pelos justos, para que perseverem no bem, e pelos injustos, para que mudem de vida e encontrem a paz: “O Salvador vem ao mundo nascendo de uma mulher: paremos para adorar este acontecimento, que resplandece em Maria Santíssima e se reflete em cada nascituro, revelando a imagem divina impressa no nosso corpo.”

PAZ NO MUNDO E NOS LARES

Por fim, Leão XIV renovou o apelo à oração pela paz, ampliando o horizonte do olhar cristão para as feridas do mundo e da vida cotidiana.

“Neste Dia, rezemos todos juntos pela paz. Antes de tudo, pela paz entre as nações ensanguentadas por conflitos e miséria, mas também pela paz nos nossos lares, nas famílias feridas pela violência e pela dor. Certos de que Cristo, nossa esperança, é o sol da justiça que jamais se põe, peçamos com confiança a intercessão de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja”.

REJEITAR TODA FORMA DE VIOLÊNCIA

Após a oração mariana, o Papa saudou com afeto os cerca de 40 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro e recordou que, desde 1º de janeiro de 1968, celebra-se o Dia Mundial da Paz.

Leão XIV destacou que inicia a mensagem que escreveu para este ano retomando o que proferiu ao ser eleito: “A paz esteja com todos vocês”, definindo-a como uma paz desarmada e desarmante, dom de Deus e fruto de seu amor incondicional, confiado à responsabilidade de cada pessoa. Convidou os cristãos a iniciarem o novo ano construindo a paz, desarmando os corações e rejeitando toda forma de violência, e manifestou apreço pelas inúmeras iniciativas de promoção da paz realizadas em todo o mundo.

Na conclusão, ao recordar o oitavo centenário da morte de São Francisco, o Santo Padre concedeu a todos a bênção bíblica: “O Senhor te abençoe e te guarde; mostre a ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti; volte para ti o seu olhar e te dê a paz”, e pediu a intercessão da Santa Mãe de Deus para que acompanhe o caminho do novo ano.

Fonte: Vatican News

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