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O SÃO PAULO recorda os grandes fatos do Ano Jubilar no Vaticano

Em coletiva de imprensa na segunda-feira, 5, o Dicastério para a Evangelização divulgou números gerais do Ano Jubilar em Roma, cujo encerramento ocorreu com o fechamento da porta Santa da Basílica de São Pedro, na terça-feira, 6, pelo Papa Leão XIV

“A dimensão espiritual que está na base do Jubileu permitiu constatar um povo em caminho, com grande desejo de oração e de conversão... As basílicas papais e outros centros de oração, como, por exemplo, a Escada Santa, registraram presenças jamais vistas anteriormente. As confissões aumentaram e a celebração jubilar do perdão pleno, a indulgência, chegou a todos... O Jubileu se encerra, mas permanecem os muitos sinais de esperança que foram oferecidos, e amplia-se o horizonte para sustentar um futuro carregado de paz e serenidade, como todos desejam. Em uma palavra, este Ano Santo alcançou o objetivo expresso na bula de convocação do Jubileu Spes non confundit: ser, para todos, ocasião de reavivar a esperança”. (Dom Rino Fisichella, Pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização)

OS NÚMEROS DO JUBILEU EM ROMA

*33.475.369 peregrinos, oriundos de 185 países, dos quais os maiores percentuais foram:

  • 62,63% da Europa
  • 16,54% da América do Norte
  • 9,44% da América do Sul
  • 7,69% da Ásia

*Na relação por países, o Brasil apareceu como o 4º na quantidade de peregrinos que foram a Roma neste Jubileu (4,67% do percentual total)
*35 grandes eventos de peregrinação foram realizados
*7 mil voluntários

Vatican Media

Sentado em sua cadeira de rodas, na missa da Noite do Natal de 2024, o Papa Francisco abriu a porta santa da Basílica de São Pedro, dando início ao Ano Jubilar. Após abri-la, o Pontífice se deteve em um momento de oração silenciosa e ingressou no átrio da Basílica pela Porta Santa, em meio ao badalar dos sinos. Na sequência, também o fizeram 54 fiéis leigos dos cinco continentes e os cardeais e bispos concelebrantes. Na ocasião, Francisco convidou os cristãos a uma “renovação espiritual”, mas com os pés no chão, firmes na realidade do mundo.

Em 1º de fevereiro de 2025, na Sala Paulo VI, o Papa Francisco conduziu aquela que seria a sua última audiência jubilar,quando recebeu peregrinos das dioceses italianas de Cápua eCaserta. “Irmãs e irmãos, a misericórdia muda o coração”. No dia 14 daquele mês, o Pontífice seria internado e após uma ligeira melhora em março, faleceria em 21 de abril, um dia após a celebraçãoda Páscoa da Ressurreição de Jesus.

Na Solenidade da Ascensão do Senhor, em 1º de junho, o Papa Leão XIV, eleito para a Cátedra de Pedro no conclave de 8 de maio, presidiu a missa conclusiva do Jubileu das Famílias, das Crianças, dos Avós e dos Idosos, com a participação de 70 mil pessoas na Praça São Pedro. “Caríssimos, se nos amarmos sobre o fundamento de Cristo, que é ‘o Alfa e o Ômega’, ‘o Princípio e o Fim’, seremos sinal de paz para todos na sociedade e no mundo. E não esqueçamos: das famílias nasce o futuro dos povos”, disse.

Com a participação de cerca de 400 bispos, de 50 países, entre os quais aproximadamente 30 brasileiros, o Papa Leão XIV presidiu a missa do Jubileu dos Bispos, em 25 de junho, na qual ressaltou que os prelados precisam, às vezes, “ir contracorrente” para “proclamar que a esperança não engana”, aquela que vem de Deus. Antes da missa, eles passaram pela porta santa da Basílica de São Pedro.

Entre 28 de julho e 3 de agosto, Roma tornou-se o centro de atenção da juventude global: mais de 1 milhão de jovens peregrinos, provenientes de 146 países, participaram do Jubileu dos Jovens. Com uma programação cheia de atividades, entre celebrações penitenciais e diálogos com diversas realidades pastorais, culturais e sociais pela Cidade Eterna, a juventude teve o ponto alto de seu Jubileu nas celebrações em Tor Vergata, uma grande esplanada que reencontrou uma multidão de jovens, 25 anos depois do histórico evento com São João Paulo II, no Grande Jubileu do Ano 2000.

Uma das grandes últimas peregrinações do Ano Santo foi o Jubileu dos Reclusos e do Mundo Carcerário, em 14 de dezembro,com a presença de 5 mil fiéis na Basílica de São Pedro e outrosmilhares que acompanharam a celebração pelos telões na praça.Leão XIV listou algumas das dificuldades atuais do mundo carcerário:superlotação, falta de compromisso em garantir programasestáveis de reintegração social e oportunidades de emprego.Vale lembrar que nos primeiros dias do Jubileu, em 26 de dezembrode 2024, o Papa Francisco abriu uma das portas santas desteAno Jubilar no cárcere romano de Rebbibia.

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