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Papa exorta a humanidade a libertar-se do sepulcro do materialismo e da violência

Também no Angelus do domingo, 22, o Leão XIV ressaltou que a dor provocadas pelos conflitos são um escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus

Papa exorta a humanidade a libertar-se do sepulcro do materialismo e da violência - Jornal O São Paulo
Fotos: Vatican Media

“Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus”, destacou o Papa Leão XIV ao rezar com os fiéis reunidos na Praça São Pedro a oração do Angelus no 5º Domingo da Quaresma, dia 22.

A Liturgia propõe o Evangelho da ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11, 1-45), que o Pontífice comenta como um sinal que fala da vitória de Cristo sobre a morte e do dom da vida eterna que recebemos com o Batismo.

“Hoje, Jesus diz também a nós, tal como a Marta, irmã de Lázaro: ‘Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre’ (Jo 11,25-26)”.

Assim, explica o Papa, a Liturgia convida os fiéis a reviver, na Semana Santa que se aproxima, os acontecimentos da Paixão do Senhor para compreender o seu sentido mais autêntico e nos abrir ao dom da graça que eles encerram.

FAMA E BENS MATERIAIS NÃO SACIAM A SEDE DE INFINITO

Na verdade, é em Cristo Ressuscitado que tais acontecimentos encontram o seu cumprimento. A sua graça ilumina este mundo que, afirma o Santo Padre, parece estar em constante busca de mudanças e novidades, mesmo que isso implique sacrificar coisas importantes, como tempo, energias, valores, afetos.

“Como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e as relações passageiras pudessem preencher o nosso coração ou tornar-nos imortais”, diz ainda o Papa, recordando que não é no efêmero que podemos confiar a nossa necessidade de infinito.

A narrativa da ressurreição de Lázaro, portanto, convida cada pessoa a estar atentos a essa necessidade profunda e, com a força do Espírito Santo, libertar o próprio coração de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que, como grandes pedras, “nos aprisionam no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade”. Nestes lugares não há vida, afirmou o Santo Padre, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

Eis então que Jesus ordena também a nós: «Vem cá para fora!» (Jo 11, 43), encorajando-nos a sair desses espaços confinados para caminharmos na luz do amor, como mulheres e homens novos, capazes de esperar e amar segundo o modelo da sua caridade infinita, sem cálculos e sem limites.

“Que a Virgem Maria nos ajude a viver assim estes dias santos: com a sua fé, com a sua confiança, com a sua fidelidade, a fim de que também para nós se renove, todos os dias, a experiência luminosa do encontro com o seu Filho ressuscitado”, disse o Papa.

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‘AS GUERRAS SÃO UM ESCÂNDALO’

Ao final do Angelus, diante de milhares de fiéis na Praça São Pedro, o Pontífice afirmou que continua acompanhando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo dilaceradas pela guerra e pela violência.

“Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas desses conflitos, que as fere, fere toda a humanidade”, disse o Santo Padre, acrescentando que a morte e a dor provocadas pelos conflitos são um escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus.

O Papa reiterou com veemência o apelo aos fiéis para perseverarem na oração, “para que cessem as hostilidades e se abram finalmente caminhos de paz baseados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana”.

Fonte: Vatican News

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