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Brasil tem alta de 4,7% no número de vítimas de feminicídio

Brasil tem alta de 4,7% no número de vítimas de feminicídio - Jornal O São Paulo
Reprodução

O Fórum Brasileiro de Seguran­ça Pública (FBSP) divulgou no dia 4 a pesquisa “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, que revela um aumento de 4,7% nos casos de feminicídio no País: 1.568 vítimas em 2025 ante 1.492 em 2024.

No documento é explicado que os dados “são produzidos a partir da co­leta dos Boletins de Ocorrência junto às Polícias Civis de todo o país” e que “considera-se feminicídio quando o crime decorre de violência doméstica e familiar em razão da condição de sexo feminino, ou quando decorre de me­nosprezo ou discriminação à condição feminina”. No comparativo de 2021 a 2025, o aumento no número de casos foi de 14,5%. No ano passado, o esta­do com a taxa mais elevada foi o Acre (3,2 feminicídios por grupo de 100 mil mulheres). São Paulo está entre os com menores taxas (1,1), mas liderou o número de casos absolutos, 270. A tendência de alta continua: em janei­ro passado, houve 27 feminicídios em todo o estado, contra 22 registrados em janeiro de 2025. Um recorte nos dados de 16 unidades da federação mostrou que 148 das vítimas de feminicídio em 2025 tinham medida protetiva de ur­gência. Outra análise também chama a atenção: 50% das vítimas no ano de 2024 (746 das 1.492 mulheres mortas) viviam em cidades de pequeno porte (de até 100 mil habitantes), sendo que somente 5% destes municípios contam com uma delegacia da mulher. Na ava­liação do FBSP, essa predominância é explicada pela ausência de infraestru­tura especializada, barreiras geográficas e pressões sociais típicas de comunida­des menores, como, por exemplo, o re­ceio da mulher em denunciar que está sofrendo recorrentemente situações de violência física, psicológica, moral, se­xual ou patrimonial.

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Canção Nova/Arquivo

CRIADOS EM IGUAL DIGNIDADE

O respeito à dignidade humana é ressaltado pelo magistério da Igreja. O Catecismo da Igreja Católica aponta que “o homem e a mulher têm uma dignida­de inamissível que lhes vem diretamen­te de Deus, seu Criador. O homem e a mulher são criados em idêntica digni­dade, ‘à imagem de Deus’” (CIC 369).

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Andréa Leal

São João Paulo II, na carta apostólica Mulieris dignitatem (MD) recorda que o homem e a mulher, desde a Criação, “aparecem como ‘unidade dos dois’”, sendo chamados, desde o início, “não só a existir ‘um ao lado do outro’ ou ‘juntos’, mas, também, a existir recipro­camente ‘um para outro’” (MD 7). En­tretanto, o pecado desencadeou a per­turbação dessa relação original e leva ao risco constante de desrespeito a essa “unidade dos dois”. O Pontífice indica que “somente a igualdade, resultante da dignidade de ambos como pessoas, pode dar às relações recíprocas o caráter de uma autêntica ‘communio persona­rum’ (comunhão de pessoas)” (MD 10).

(Com: FBSP e Agência Brasil)

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