Brasil ultrapassa pela 1ª vez a marca de 2 mil mortes diárias por COVID-19

Em 24 horas, ao menos 2.286 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus, recorde até agora no país. Estados estão com UTIs superlotadas; Governo Federal assina medida que facilita a compra de vacinas

Foto: Arquivo/Secretaria de Estado da Saúde do Acre

O Brasil registrou nesta quarta-feira, 10, seu pior dia quanto ao número de óbitos por COVID-19 desde o começo da pandemia. Em 24 horas, 2.286 pessoas perderam a vida em decorrência de complicações ocasionadas pela doença. O recorde anterior era de ontem, terça-feira, 9, com 1.972 mortos.Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

Nas contas do consórcio de veículos de imprensa, o número de óbitos nas últimas 24 horas foi de 2.349 pessoas. O Ministério da Saúde ainda não havia divulgado dados até às 20h desta quarta-feira.

No Brasil, a pandemia já ceifou mais de 270 mil vidas e foram notificados 11,2 milhões de casos da doença.

Compra de vacinas

Na tarde desta quarta-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou uma medida provisória e um projeto de lei para facilitar a compra de vacinas contra a COVID-19.

O  PL 534/2021 trará mais agilidade na compra de vacinas pela União, estados e municípios, bem como pela iniciativa privada. Já a MP 1.026/2021 permite que se compre vacinas antes de aval da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e obriga a agência a decidir sobre a aprovação temporária de vacinas em até sete dias.

Bolsonaro informou que o Brasil comprou mais 270 milhões de doses de vacinas, as quais serão entregues, em sua maioria, até o fim do primeiro semestre deste ano.

Dados sobre a vacinação no Brasil mostram que até terça-feira, 9, mais de 8,7 mil pessoas (4,13% da população) receberam doses dos imunizantes disponíveis neste momento: a CoronaVac (produzida pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac) e a CoviShield (Oxford/AstraZeneca). Neste universo de pessoas, 2,97 mil já tomaram a segunda dose (1,4% do total da população brasileira).

Colapso do sistema de saúde

Levantamento de veículos de imprensa junto a órgãos estaduais de saúde tem mostrado o colapso do sistema diante do aumento de casos de COVID-19.

Nesta quarta-feira, o jornal Folha de S. Paulo publicou que, a exceção de Maceió e Macapá, as demais capitais estaduais estão com mais de 80% de ocupação de leitos para a COVID-19.

Já a CNN Brasil informa que em 12 estados e no Distrito Federal as taxas de ocupação dos leitos de UTI destinados para pacientes com o novo coronavírus já ultrapassam os 90%.

No estado de São Paulo, onde mais de 62,5 mil pessoas já morreram em decorrência da COVID-19,  a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 83% e em 83,6% na Região Metropolitana. Todo estado está na fase vermelha de restrição de atividades desde 6 de março.

Nesta quarta-feira, o governo paulista anunciou que irá criar mais 338 leitos para pacientes com a COVID-19 até o fim deste mês.

“Tivemos nas últimas horas, 517 mortes, histórias que foram desfeitas por causa da pandemia. Para se comparar: em agosto, na 33a semana, quando atingimos o pico máximo do número de mortes até então, foram 455 mortes”, detalhou o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, ressaltando, ainda, que o número de internações cresceu significativamente.

“Há duas semanas, em 24 de fevereiro, tínhamos 6.657 pacientes internados nas UTIs. Desde então, este número cresceu em 2.315 pessoas internadas, uma média de 130 internações nas UTIs por dia em todo o estado. A cada dois minutos, existem três admissões nos hospitais, seja para as unidades de terapia intensiva, seja para a enfermaria”, continuou o secretário.

CUIDE-SE E RESPEITE A VIDA DO PRÓXIMO

Diante das taxas de infecção por COVID-19 no País, manter o conjunto de medidas protetivas contra a doença é fundamental.

(Com informações de G1, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Ministério da Saúde e Governo de São Paulo)

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