Dia Estadual da Liberdade Religiosa é celebrado com encontro inter-religioso

Atividade teve a participação de autoridades religiosas e civis no Palácio dos Bandeirantes

Governo do Estado de São Paulo

Na tarde da quarta-feira, 25, foi comemorado o Dia Estadual da Liberdade Religiosa, com a realização de um encontro inter-religioso no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

O encontro contou com a presença do Governador do Estado, Rodrigo Garcia, e de representantes de diferentes religiões, entre os quais o Cônego José Bizon, da Arquidiocese de São Paulo e diretor da Casa da Reconciliação, além de representantes do Budismo, da Cultura e Culto a Ifá, da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, do Islamismo, do Judaísmo, de Matriz Afrobrasileira e do Xamanismo, os quais fizeram parte da mesa principal.  

Também participou o embaixador Affonso Massot, secretário executivo de Relações Institucionais; os cônsules-gerais da Alemanha, Espanha, Paraguai, República das Ilhas Marshall e dos Emirados Árabes Unidos; e os vice-cônsules da Suíça e da Turquia.

Na ocasião, Rodrigo Garcia ressaltou que o encontro possui um simbolismo muito grande, diante de um país onde ainda há casos de intolerância religiosa. “Há, ainda no Brasil e no mundo, uma permanente e injustificada intolerância”, ressaltou, garantindo que São Paulo é “uma terra que respeita a diversidade, as diferenças culturais, a nossa história e, principalmente, a liberdade religiosa”. 

Ao O SÃO PAULO, Cônego Bizon ressaltou que a presença dos representantes das muitas religiões no evento ajuda a ressaltar que é possível a convivência harmoniosa entre os diferentes, comentando ainda que no Brasil a intolerância religiosa é mais sentida pelas pessoas de religiões de matriz africana. “Infelizmente, devemos de constatar e reconhecer essa fragilidade. E são perseguidos por cristãos. Devemos nos perguntar, então: que Cristianismo é esse que essa pessoa professa? Qual é este amor a Deus e amor ao próximo que essa pessoa professa, pelo qual é capaz de incendiar, destruir um templo, ou machucar uma pessoa”, indagou. 

O Cônego comentou, entretanto, que ainda há esperança em meio a tantas intolerâncias. “Vivemos tempos difíceis, tempos de intolerância, de fome, de violência, de desemprego. Mas há uma esperança também, as religiões podem ser este sinal de esperança” afirmou, recordando a fala do sheikh Mohamad Al Bukai, representante do Fórum Inter-Religioso da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, o qual enfatizou que “as religiões devem ser sinal de fraternidade, justiça, convivência e irmandade entre os diferentes.”

Durante o encontro, aconteceu a assinatura de um documento autorizando a criação de um grupo de trabalho para elaborar estudos e compilar propostas visando a regulamentar e implementar o “Prêmio Promoção da Liberdade Religiosa”. Além disso, os membros do Fórum Inter-Religioso receberam um certificado de reconhecimento pela dedicação e bons trabalhos prestados desde 2013. 

O FÓRUM INTER-RELIGIOSO

Em seu formato atual, o Fórum Inter-Religioso é presidido pelo secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa. O fórum reúne cem membros no total, representando 27 segmentos religiosos, além de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Procuradoria-Geral do Estado, Defensoria Pública e ONGs. 

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Entre janeiro e abril deste ano, segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania, foram registradas 75 denúncias de intolerância religiosa. Ao longo de 2021, a secretaria recebeu 210 queixas. 

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(Com informações do Governo do Estado de São Paulo)

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