Dom Joel aos parlamentares: fica o mandamento do amor

Foi celebrada, na manhã desta quinta-feira, 19 de maio, a missa com os parlamentares, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) , em Brasília. Presidiu a celebração o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado. Em sua homilia, o prelado destacou o mandamento do amor ensinado por Jesus e sua concretização no diálogo.

Dom Joel aos parlamentares: fica o mandamento do amor
Fotos: Luiz Lopes Jr/CNBB

A Igreja ainda celebra o Tempo Pascal nas semanas seguintes à celebração da Ressurreição de Jesus Cristo e, neste período, os cristãos são chamados a responder “na mente e no coração” sobre “o que é que fica da grande celebração da Páscoa”.

Para responder, explica dom Joel, a Palavra de Deus vai firmando a ideia de guardar os mandamentos, os quais podem ser resumido em somente um, o mandamento do amor. “Jesus não colocou os dez mandamentos, mas resumiu-os em um só: amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

“Tudo passa, tudo vai seguindo o seu caminho, mas o que tem que ficar na nossa existência é o cumprimento do mandamento do amor”, destacou dom Joel.

A segunda parte desse mandamento ‘como eu vos amei’ dá aos cristãos uma característica de liberdade, mas de desafio. Diferente das “preocupações com as exterioridades, que facilitam muito mais do que concretizar o mandamento do amor”.

“É uma lei que não pode ser revogada, ela se aplica a cada um de nós independentemente de situação de vida que nós tenhamos. É por ela que seremos julgados, todo o resto é acréscimo, porque o único artigo, vamos dizer assim, da Constituição da nossa vida é ‘amai-vos uns aos outros como o Senhor vos amou'”, destacou dom Joel.

Dom Joel aos parlamentares: fica o mandamento do amor

Diante das funções e vocações distintas de cada um, dom Joel destacou que “somos todos irmãos” e que “toda vocação terá seu significado cumprido, terá o seu valor na medida em que for vivida nessa ótica do mandamento do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, como Jesus amou”.

Também diante das diferenças, dificuldades e até impasses, como a situação narrada na primeira leitura, “o que fica para todos nós, independente da vocação que tenhamos, do local social, eclesial que temos, fica o convite da Palavra de Deus hoje a manter como católicos, como cristãos, essa capacidade de defender, acima de tudo, a grande lei do amor como Jesus amou”.

A concretização desse amor também foi destacada por dom Joel, especialmente “quando surgem as diferenças, as adversidades, as ‘trapalhadas’ que a vida apronta e saber resolvê-las, acima de tudo, com a forte capacidade de diálogo que é condição de maturidade humana e é condição de fé”.

Dom Joel encerrou a homilia pedindo a bênção de Deus, de modo especial aos que “tem a vocação de viver essa realidade do mundo parlamentar e que cada um do seu jeito, na sua história, na sua tradição, na sua maneira de ser possa se sentir fortalecido, fortalecida pela graça de Deus nesse caminho do mandamento do amor concretizado no diálogo”.

Durante a celebração, foram recordas as vítimas da pandemia e também as pessoas que ainda seguem enfrentando a covid-19.

Dom Joel aos parlamentares: fica o mandamento do amor

Ao final da eucaristia, foi entregue aos parlamentares o caderno “Encantar a Política”, produzido por diferentes organismos eclesiais. O projeto retoma questões centrais das encíclicas do Papa Francisco – Laudato SíFratelli Tutti e da exortação pós-sinodal Evangelii Gaudium, que tratam, entre outros temas, da alegria do Evangelho, do cuidado com a casa comum (meio ambiente) e abordam a Política como decorrência ética do mandamento do amor.

Fonte: CNBB

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