
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT) continuam na disputa pela Presidência da República, que será decidida em 2º turno no dia 25.
Com 100% das urnas apuradas da eleição do 1º turno, no domingo, 4, o senador obteve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos) e o atual presidente 45,16% (53,87 milhões). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também concorreram Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Ao discursar em seu comitê de campanha, em Brasília (DF), Flávio avaliou que os brasileiros deram “voto de confiança” à mudança e que o resultado representa o “fim da era do PT”. Ele atribuiu ao atual governo o crescimento da violência contra mulheres, do endividamento, dos impostos, do fechamento de empresas e da “desesperança”.
O senador, de 45 anos, reforçou suas propostas de campanha como a redução do número de ministérios, mudanças na relação com o Supremo Tribunal Federal e o fim da reeleição para cargos do Executivo: “Eu só preciso de um mandato pra colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, pra que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil”.
Já Lula falou com a imprensa e apoiadores em São Paulo. O petista, de 80 anos, revelou que acreditava que venceria em 1º turno – “o resultado muitas vezes é inesperado” – e se disse confiante na conquista da vitória para o quarto mandato à Presidência.
“O jogo vai começar. Estamos na prorrogação. Na prorrogação, nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuarmos o projeto de desenvolvimento tecnológico, científico, exploração de terras raras e minerais críticos, e vamos mostrar o que vai ser o crescimento da nova indústria no Brasil”, afirmou, declarando ainda que no embate do 2º turno o eleitor poderá comparar os projetos dele para governar o Brasil em relação aos de Flávio.
RECORDE DE ABSTENÇÕES
Dos 125,275 milhões de eleitores que compareceram às urnas em todo o Brasil, 2,3 milhões votaram em branco (1,84%) e 3,67 milhões anularam o voto (2,93%). Estavam aptos a votar aproximadamente 158,7 milhões de pessoas, das quais 33,46 milhões se abstiveram, o que representa um percentual recorde de 21,08% do eleitorado.
Em entrevista no domingo, 4, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, considerou o índice de abstenções dentro do esperado, mas reconheceu não ser ideal: “A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis à Justiça Eleitoral para que se possa diminuir esse percentual no 2º turno”.
Das 27 unidades da federação, 20 já definiram seus governadores em 1º turno, entre elas o estado de São Paulo (leia mais abaixo). As exceções foram o Distrito Federal, Tocantins, Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Neste último, até o fechamento desta edição, ainda se aguardava o TSE decidir se consideraria nulos os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu com o registro de candidatura indeferido pelo TRE-RJ. Se forem anulados tais votos, Douglas Ruas (PL), que obteve 49,27% dos votos válidos, ultrapassará os 50% necessários para se eleger. Do contrário, disputará o 2º turno contra Eduardo Paes (PSD), que obteve 42,76% dos votos válidos.
PL lidera em número de eleitos para a Câmara e o Senado

O Partido Liberal (PL) foi o grande vencedor das eleições para a Câmara dos Deputados, elegendo 121 parlamentares (23,5% das 513 cadeiras), 24 a mais em relação às eleições de 2022.
A federação PT-PCdoB-PV obteve a segunda maior quantidade de vagas, 88, seis a mais do que na última eleição. Na sequência, aparecem a federação União-PP (87), PSD (43) e Republicanos (41).
Entre os eleitos, dois superaram pela primeira vez na história os 3 milhões de votos: o já deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), escolhido por 3,11 milhões de eleitores; e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3,03 milhões de votos, atualmente vereador na capital paulista.
Dos 513 deputados federais eleitos, 183 vão exercer o mandato pela primeira vez, o que representa uma taxa de renovação de 35,67% da Câmara. Por outro lado, 301 foram reeleitos (58,6%), núme-ro que contempla tanto os que se mantiveram no cargo desde as eleições passadas quanto seus suplentes efetivados como titulares ao longo da atu-al legislatura.
Também nas eleições para o Senado, o PL foi o vencedor. Das 54 cadeiras em disputa (2/3 das 81 desta casa legislativa), 19 foram conquistadas pelo partido, que em 2027 contará com 28 senadores (34,5% do total). O MDB, com 7 eleitos, e o PT, com 6, são os partidos que melhor performaram nas eleições após o PL, e serão a segunda e a terceira maiores bancadas na casa: o PT com 9 cadeiras e o MDB com 8.
Dos 32 senadores que concorreram à reeleição, 14 obtiveram sucesso. Com a eleição de 12 candidatas mulheres, haverá, a partir de 2027, o recorde de 18 senadoras.
(Com informações de Agência Senado e Câmara de Notícias)
Em SP, Tarcísio se reelege governador, ‘faz 2 senadores’ e terá a maioria na Alesp

Com mais de 14,49 milhões de votos (62,65% dos votos válidos), Tarcísio de Freitas, 51 anos, do Republicanos, foi reeleito governador de São Paulo, já no 1º turno das eleições 2026. Em segundo lugar ficou Fernando Haddad, do PT, que obteve 8,42 milhões de votos (36,42% do total). Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), com 100% das urnas apuradas.
Em mensagem a Tarcísio de Freitas e a Felício Ramuth, vice-governador, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, cumprimentou-os pela reeleição, desejando que “o novo período de governo seja marcado pelo diálogo, pela busca do bem comum, pela promoção da justiça e da dignidade humana e por uma atenção constante às necessidades de todos, especialmente dos mais pobres e vulneráveis”; e que tenham “sabedoria e discernimento” no exercício de suas responsabilidades. “Que Deus os ilumine e abençoe na missão de servir à população paulista”.
Ao discursar após a vitória, Tarcísio afirmou que, no segundo mandato, os temas da saúde e da segurança pública serão suas prioridades: “A gente vai trazer muita tecnologia para tornar saúde e segurança pública mais próxima do cidadão, mais digital. O estado vai ser mais dinâmico”. Ele também se comprometeu a entregar, até 2030, a nova sede do governo paulista na região central da capital paulista.
O governador reeleito afirmou, ainda, que se empenhará nas próximas semanas na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Também comemorou a eleição dos dois candidatos a senador que apoiou diretamente: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O progressista e ex-secretário estadual da Segurança Pública obteve 13,27 milhões de votos (30,59% dos votos válidos), e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), 12,703 milhões de votos (29,28%).
O governador contará com ampla maioria de aliados na Alesp. Dos 94 eleitos a deputado estadual, 65 são de partidos que apoiaram a reeleição de Tarcísio: PL (27 cadeiras), PSD (9), Podemos (6), Republicanos (6), PP (5), MDB (5), União Brasil (4), Novo (1), PRD (1) e PSDB (1).
Ao todo, 14 partidos terão representantes na Alesp a partir do ano que vem. Entre os 94 eleitos, 39 não são deputados estaduais atualmente (41,5%), entre os quais a mais votada, Eduarda Campobiano (PL), que obteve 1,95 milhão de votos; e a parlamentar mais idosa do Brasil, Luiza Erundina (PSOL), ex-prefeita de São Paulo e atualmente deputada federal, que completará 92 anos em novembro.
(Com informações de Agência Brasil e Alesp)




