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Eleições 2026: veja um balanço dos resultados do 1º turno

Eleições 2026: veja um balanço dos resultados do 1º turno - Jornal O São Paulo
Agência Brasil

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT) conti­nuam na disputa pela Presidência da República, que será decidida em 2º turno no dia 25.

Com 100% das urnas apuradas da eleição do 1º turno, no domingo, 4, o senador obteve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos) e o atual presi­dente 45,16% (53,87 milhões). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também concorre­ram Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmil­son Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).

Ao discursar em seu comitê de campanha, em Brasí­lia (DF), Flávio avaliou que os brasileiros deram “voto de confiança” à mudança e que o resultado representa o “fim da era do PT”. Ele atribuiu ao atual governo o crescimento da violência contra mulheres, do endividamento, dos im­postos, do fechamento de empresas e da “desesperança”.

O senador, de 45 anos, reforçou suas propostas de campanha como a redução do número de ministérios, mudanças na relação com o Supremo Tribunal Fede­ral e o fim da reeleição para cargos do Executivo: “Eu só preciso de um mandato pra colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, pra que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil”.

Já Lula falou com a imprensa e apoiadores em São Paulo. O petista, de 80 anos, revelou que acreditava que venceria em 1º turno – “o resultado muitas vezes é inesperado” – e se disse confiante na conquista da vitória para o quarto mandato à Presidência.

“O jogo vai começar. Estamos na prorrogação. Na prorrogação, nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuarmos o projeto de desen­volvimento tecnológico, científico, exploração de ter­ras raras e minerais críticos, e vamos mostrar o que vai ser o crescimento da nova indústria no Brasil”, afirmou, declarando ainda que no embate do 2º turno o eleitor poderá comparar os projetos dele para go­vernar o Brasil em relação aos de Flávio.

RECORDE DE ABSTENÇÕES

Dos 125,275 milhões de eleitores que comparece­ram às urnas em todo o Brasil, 2,3 milhões votaram em branco (1,84%) e 3,67 milhões anularam o voto (2,93%). Estavam aptos a votar aproximadamente 158,7 milhões de pessoas, das quais 33,46 milhões se abstiveram, o que representa um percentual recorde de 21,08% do eleitorado.

Em entrevista no domingo, 4, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, considerou o índice de abstenções dentro do esperado, mas reco­nheceu não ser ideal: “A ideia é intensificar e aper­feiçoar todos os mecanismos disponíveis à Justiça Eleitoral para que se possa diminuir esse percentual no 2º turno”.

Das 27 unidades da federação, 20 já definiram seus governadores em 1º turno, entre elas o estado de São Paulo (leia mais abaixo). As exceções foram o Distrito Federal, Tocantins, Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Neste último, até o fechamento desta edição, ainda se aguardava o TSE decidir se consideraria nulos os vo­tos dados a Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu com o registro de candidatura indeferido pelo TRE-RJ. Se forem anulados tais votos, Douglas Ruas (PL), que obteve 49,27% dos votos válidos, ultrapassará os 50% necessários para se eleger. Do contrário, disputará o 2º turno contra Eduardo Paes (PSD), que obteve 42,76% dos votos válidos.

PL lidera em número de eleitos para a Câmara e o Senado

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Câmara dos Deputados

O Partido Liberal (PL) foi o grande vencedor das eleições para a Câmara dos Deputados, elegen­do 121 parlamentares (23,5% das 513 cadeiras), 24 a mais em relação às eleições de 2022.

A federação PT-PCdoB-PV obteve a segunda maior quantidade de vagas, 88, seis a mais do que na última eleição. Na sequência, aparecem a federação União-PP (87), PSD (43) e Republicanos (41).

Entre os eleitos, dois superaram pela primeira vez na história os 3 milhões de votos: o já deputa­do Nikolas Ferreira (PL-MG), escolhido por 3,11 milhões de eleitores; e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3,03 milhões de votos, atualmente vereador na capital paulista.

Dos 513 deputados federais eleitos, 183 vão exercer o mandato pela primeira vez, o que repre­senta uma taxa de renovação de 35,67% da Câmara. Por outro lado, 301 foram reeleitos (58,6%), núme-ro que contempla tanto os que se mantiveram no cargo desde as eleições passadas quanto seus su­plentes efetivados como titulares ao longo da atu-al legislatura.

Também nas eleições para o Senado, o PL foi o vencedor. Das 54 cadeiras em disputa (2/3 das 81 des­ta casa legislativa), 19 foram conquistadas pelo par­tido, que em 2027 contará com 28 senadores (34,5% do total). O MDB, com 7 eleitos, e o PT, com 6, são os partidos que melhor performaram nas eleições após o PL, e serão a segunda e a terceira maiores bancadas na casa: o PT com 9 cadeiras e o MDB com 8.

Dos 32 senadores que concorreram à reeleição, 14 obtiveram sucesso. Com a eleição de 12 candidatas mulheres, haverá, a partir de 2027, o recorde de 18 senadoras.

(Com informações de Agência Senado e Câmara de Notícias)

Em SP, Tarcísio se reelege governador, ‘faz 2 senadores’ e terá a maioria na Alesp

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Reprodução

Com mais de 14,49 milhões de votos (62,65% dos votos válidos), Tarcísio de Freitas, 51 anos, do Repu­blicanos, foi reeleito governador de São Paulo, já no 1º turno das eleições 2026. Em segundo lugar ficou Fernando Haddad, do PT, que obteve 8,42 milhões de votos (36,42% do total). Os dados são do Tribunal Regional Eleito­ral de São Paulo (TRE-SP), com 100% das urnas apuradas.

Em mensagem a Tarcísio de Frei­tas e a Felício Ramuth, vice-governa­dor, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, cumpri­mentou-os pela reeleição, desejando que “o novo período de governo seja marcado pelo diálogo, pela busca do bem comum, pela promoção da justi­ça e da dignidade humana e por uma atenção constante às necessidades de todos, especialmente dos mais pobres e vulneráveis”; e que tenham “sabedo­ria e discernimento” no exercício de suas responsabilidades. “Que Deus os ilumine e abençoe na missão de servir à população paulista”.

Ao discursar após a vitória, Tarcí­sio afirmou que, no segundo mandato, os temas da saúde e da segurança pú­blica serão suas prioridades: “A gente vai trazer muita tecnologia para tornar saúde e segurança pública mais próxi­ma do cidadão, mais digital. O estado vai ser mais dinâmico”. Ele também se comprometeu a entregar, até 2030, a nova sede do governo paulista na re­gião central da capital paulista.

O governador reeleito afirmou, ain­da, que se empenhará nas próximas semanas na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Também comemorou a eleição dos dois candidatos a senador que apoiou diretamente: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O progressista e ex-secretário estadual da Segurança Pública obteve 13,27 milhões de votos (30,59% dos votos válidos), e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), 12,703 milhões de votos (29,28%).

O governador contará com ampla maioria de aliados na Alesp. Dos 94 eleitos a deputado estadual, 65 são de partidos que apoiaram a reeleição de Tarcísio: PL (27 cadeiras), PSD (9), Po­demos (6), Republicanos (6), PP (5), MDB (5), União Brasil (4), Novo (1), PRD (1) e PSDB (1).

Ao todo, 14 partidos terão repre­sentantes na Alesp a partir do ano que vem. Entre os 94 eleitos, 39 não são de­putados estaduais atualmente (41,5%), entre os quais a mais votada, Eduarda Campobiano (PL), que obteve 1,95 mi­lhão de votos; e a parlamentar mais ido­sa do Brasil, Luiza Erundina (PSOL), ex-prefeita de São Paulo e atualmente deputada federal, que completará 92 anos em novembro.

(Com informações de Agência Brasil e Alesp)

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