Concluída na tarde deste domingo, 26, a ExpoCatólica 2026 alcançou recorde de público desde que foi criada em 2003: ao longo dos quatro dias de evento, cerca de 70 mil pessoas visitaram a feira no Pro Magno Centro de Eventos, na zona Norte da capital paulista, público superior às 61 mil pessoas da edição de 2025.

“É interessante notar que esse público está cada vez mais qualificado para o líder de pastoral. Cada vez têm vindo mais padres, mais religiosos e estas lideranças pastorais”, destacou em entrevista ao O SÃO PAULO, Fábio Castro, diretor da Promocat – Promotora Católica, idealizadora da feira.
Fábio comentou, ainda, sobre o aumento da quantidade de expositores – de 250 para 268 – dispostos em 18 mil metros quadrados, muitos deles fazendo contato não apenas com compradores nacionais, mas também de países como Estados Unidos, Panamá, México, Polônia, entre outros.
“Vivemos em uma época da convivência, da busca pelo diálogo. A feira serve como plataforma, porque além de vender, promove a marca, encontros, networking, proporciona que as pessoas se encontrem e se conheçam. Não é só vender. Vender é a consequência de tudo que você faz aqui”, afirmou.

Ainda de acordo com o diretor da Promocat, houve especial crescimento dos expositores ligados ao turismo religioso e de comunicação e tecnologias.
Apesar de sua natureza comercial, a ExpoCatólica não deixa de lado a dimensão evangelizadora, algo explícito no tema escolhido para esta edição “Revestidos pela fé, cultivando o futuro da evangelização”.
“A nossa missão só faz sentido se for para colaborar com a Igreja. E o que a Igreja faz? Leva o Evangelho de Cristo. Assim, o meu propósito empresarial fica abaixo do propósito maior do meu ‘mercado’. Portanto, se eu atendo a Igreja Católica com artigos religiosos, material para devoção, liturgia, arte sacra, eu preciso entender que o objetivo final é a missão daquele que atendo. Desde a primeira edição temos esta preocupação”, explicou.
Para a edição de 2027, Fábio Castro projeta que a ExpoCatólica deverá ter uma área de exposição ainda maior, mantendo a preocupação com a qualidade de infraestrutura, estacionamento e suporte.
“Um pavilhão nos primeiros anos da feira tinha ruas com 5 ou 6 metros de largura, hoje estão com 3 metros, que é o limite permitido pelo Corpo de Bombeiros para a segurança. Antes de expor aqui neste pavilhão, estávamos no Expo Center Norte, em uma média de 8 mil metros de área. Aqui começamos com 10 mil metros. Já ocupamos 16, 17, 18 mil metros e estamos indo a 20 mil metros, tendo uma demanda reprimida para 24 mil metros. Precisamos não só atender os expositores que estão aqui e que querem crescer, mas muitos outros que querem ingressar na feira, além de assegurar a boa experiência do visitante”, detalhou.

Como nos anos anteriores, a Arquidiocese de São Paulo marcou presença na ExpoCatólica com um estande a partir do qual foram transmitidos programas da rádio 9 de Julho, montada a redação on-line do O SÃO PAULO e reservado espaços para o Setor Juventude e a Pastoral Vocacional.
Leia a reportagem completa na próxima edição do O SÃO PAULO.




