Manifestações pró e contra o governo Bolsonaro acontecem em todo o País

Na comemoração dos 199 anos da Independência do Brasil, na terça-feira, 7, atos pró e contra o governo Bolsonaro aconteceram em todo o País. De modo geral, foram manifestações pacíficas, com pontuais ocorrências que demandaram a atuação de forças policiais e não houve registros de confronto entre os manifestantes.

Manifestantes pró-governo participam de ato na Esplanada dos Ministérios (fotos: Agência Brasil)

Em Brasília (DF), os atos a favor do governo ocorreram na Esplanada dos Ministérios. Entre as pautas principais estiveram a defesa do voto impresso – medida rejeitada recentemente pelo Congresso Nacional – e críticas à atuação do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Parte dos manifestantes pedia a intervenção militar no País, com a manutenção de Bolsonaro como chefe do Poder Executivo.

Em seu discurso aos apoiadores, o Presidente da República assegurou que governa conforme os limites da Constituição Federal e que não aceitará ingerência dos demais poderes. “Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou ‘pede pra sair’”.

Atos em favor do governo Bolsonaro aconteceram em diferentes cidades do Brasil, e chamaram a atenção pela grande concentração de pessoas especialmente na capital fluminense, ocupando boa parte da Orla de Copacabana, e em São Paulo, onde cerca de 125 mil pessoas se espalharam por 14 quarteirões da Avenida Paulista, conforme informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Ao discursar na Avenida Paulista, Bolsonaro fez críticas mais enérgicas ao STF, endereçadas especialmente aos ministros Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e Alexandre de Moraes.

Em 20 de agosto, o Presidente da República protocolou no Senado um pedido de impeachment contra Moraes. Antes, no dia 4, o ministro determinou a inclusão de Bolsonaro no inquérito que apura a divulgação de “fake news” contra a urna eletrônica e o sistema eleitoral.

“Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, este presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou”, disse Bolsonaro, assegurando, porém, que não querer um briga entre os poderes da República.

Na quarta-feira, 8, o ministro Luiz Fux, presidente do STF, disse que a suprema corte não aceitará ameaças à sua independência para exercer as funções que lhe são próprias. Ele também avaliou que “ofender a honra dos Ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas e ilícitas”.

Atos contrários ao presidente

Manifestantes contrários ao governo Bolsonaro participam de ato em Brasília

Em cerca de 200 cidades brasileiras ocorreram, na terça-feira, 7, atos que pediam o impeachment de Bolsonaro e com manifestações de indignação pelo crescente número de pessoas passando fome no País e desempregadas, além de críticas ao governo federal pela gestão da pandemia.

De acordo com os organizadores, em todo o Brasil 300 mil pessoas foram às ruas nos atos contra o governo Bolsonaro, alguns dos quais também participantes do Grito dos Excluídos, organizado por pastorais e movimentos da Igreja Católica, e que este ano teve como tema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já!”.

Os manifestantes  se concentraram no Vale do Anhangabaú. Eram cerca de 15 mil, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, mas os organizadores do ato, entre os quais as centrais sindicais, partidos de esquerda e movimentos sociais, falam em 50 mil pessoas.

Fontes: Agência Brasil, G1, Planalto e Rede Brasil Atual

Comentários

  1. Virou Folha de São Paulo!
    Não tá dando mais pra ler O São Paulo também. 125 mil pessoas na Paulista? Vocês devem estar de sacanagem!

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