Museu da Língua Portuguesa terá reforços para conter eventuais incêndios

Em diferentes prédios históricos e museus pelo mundo, tem havido uma maior preocupação com os sistemas de combate a incêndio

Agência Brasil

Com reabertura prevista para o fim deste mês, o Museu da Língua Portuguesa terá reforços no sistema de combate a incêndios.

Quando as chamas começaram a se espalhar rapidamente pelo prédio em 21 de dezembro de 2015, após o defeito em um dos holofotes, uma das dificuldades foi a de encontrar hidrantes próximos ao Museu e os que existiam ou não funcionavam ou tinham vazão de água insuficiente para apagar o fogo. Na ocasião, um bombeiro civil que atuava no local, Ronaldo Pereira da Cruz, morreu após uma parada cardiorrespiratória.

Agora, ao ser reaberto, o Museu já terá o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e outros cuidados obrigatórios foram seguidos para evitar que eventuais incêndios alcancem grandes proporções. Entre as medidas estão a fixação de extintores, a adequação de rotas de fuga e a devida sinalização de emergência em todo o prédio. Uma revisão em todos os hidrantes também foi realizada.

A direção do Museu também acolheu uma recomendação do Corpo de Bombeiros e instalou sprinklers, popularmente conhecidos como “chuveiros automáticos”, que são afixados no teto dos pavimentos e, a partir de sensores, detectam o aumento da temperatura ambiente e emitem jatos de água em todas as direções, permitindo, assim, o combate às chamas ainda no início de um incêndio, evitando que este se alastre para outros locais da edificação. A instalação dos sprinklers não era obrigatória em razão da tipologia do edifício.

A Associação Brasileira de Sprinklers (ABSpk) ofereceu apoio e atuou no processo de revisão do projeto de instalação dos “chuveiros automáticos”.

“Desde o início da obra, uma vez por mês, nossa equipe compareceu ao local para verificar o andamento da execução do projeto e, assim, indicar possíveis revisões e adequações em campo”, detalha Felipe Melo, presidente da ABSpk.

PELO MUNDO

Em diferentes prédios históricos e museus pelo mundo, tem havido uma maior preocupação com os sistemas de combate a incêndio.

No Museu de História Natural de Paris, na França, alarmes e detectores de fumaça permanecem ligados ininterruptamente e sempre há agentes de segurança treinados para combater as chamas. Outras medidas são os extratores de fumaça (que retiram a fumaça de um ambiente em caso de incêndio), portas corta-fogo que dividem os ambientes e divisórias nas escadas foram montadas para evitar que um eventual incêndio se alastre. Todo o sistema de proteção é supervisionado por um comando central.

Na Catedral de São Patrício, em Nova York, Estados Unidos, o sistema de proteção e combate a incêndios está instalado no telhado, com tubulações que conduzem a água a mais de 260 bicos capazes de nebulizar o ambiente em caso de incêndio. A vantagem é que o local não fica encharcado se houver a necessidade de acionar o sistema.

No Museu Britânico, em Londres, Inglaterra, as janelas do pátio principal estão equipadas desde 2002 com dispositivos automáticos capazes de fechá-las para impedir a propagação das chamas em caso de incêndio. Mesmo as salas mais antigas do Museu possuem portas corta-fogo.

(Com informações de G1 e BBC)

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