Por que os católicos veneram a Mãe de Deus?

Por que os católicos veneram a Mãe de Deus?, Jornal O São Paulo
Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Diferentemente do que alguns afirmam de maneira equivocada, os católicos não adoram Nossa Senhora ou os santos, por meio de suas imagens, mas os veneram. A Igreja Católica distingue três tipos de veneração: a latria (adoração devida somente a Deus), a dulia (honra destinada aos santos e anjos do céu) e a hiperdulia (honra especial dedicada à Virgem Maria).

A constituição conciliar Lumen gentium (LG), de 1964, aponta que, como Mãe Santíssima de Deus, Nossa Senhora tomou parte nos mistérios de Cristo e, com razão, é venerada pela Igreja com culto singular que “difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e reta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho, por quem tudo existe (cf. Cl 1,15-16) e no qual ‘aprouve a Deus que residisse toda a plenitude’ (Cl 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos” (LG, 66).

O documento conciliar indica, ainda, que a doutrina católica recomenda “a todos os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Aos teólogos e pregadores da Palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus (...) E os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes” (LG, 67).

Na exortação apostólica Signum magnum (SM), São Paulo VI lembra que Maria exerce sobre os homens remidos a influência do exemplo, pois as “excelsas virtudes da Imaculada Mãe de Deus atraem de maneira irresistível os ânimos para a imitação do divino modelo, Jesus Cristo, de que Ela foi a mais fiel imagem” (SM, 3). Ainda de acordo com o Pontífice, “contemplamos Maria, firme na fé, pronta na obediência, simples na humildade, exultante no louvor do Senhor, ardente na caridade, forte e constante no cumprimento da sua missão até ao holocausto de si própria, em plena comunhão de sentimentos com o seu Filho, que se imolava na Cruz para dar aos homens uma vida nova” (SM, 6).

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