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A paz e a fragilidade

A paz e a fragilidade - Jornal O São Paulo

Nada tem a capacidade de mudar-nos mais do que um filho. E talvez seja justamente o pensamento nos nossos filhos, nas crianças e naqueles que são frágeis como elas, que nos traspassa o coração (cf. At 2,37). A este respeito, o meu venerado Predecessor escrevia que “a fragilidade humana tem o poder de tornar-nos mais lúcidos em relação ao que dura e ao que passa, ao que faz viver e ao que mata. Talvez por isso, tendamos tão frequentemente a negar os limites e a fugir das pessoas frágeis e feridas: elas têm o poder de questionar a direção que escolhemos, como indivíduos e como comunidade” (Mensagem de Leão XIV para o LIX Dia Mundial da Paz).

Em 2014, o Papa Francisco, os então Presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Mahmoud Abbas, e o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, plantaram juntos uma oliveira nos jardins do Vaticano (foto). Um símbolo da paz, que pode crescer frágil, mas há de se tornar grande e forte para o bem da humanidade.

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