A política é encontro, reflexão, ação

O Papa Francisco, falando aos jovens da Fraternidade Política Chemin Neuf, apresenta um roteiro resumido do que deve ser a participação política em nossa sociedade.

Papa Francisco na Praça de São Pedro, no Vaticano 21/11/2018 REUTERS/Alessandro Bianchi

A política é, antes de tudo, a arte do encontro. Certamente, este encontro vive-se acolhendo o outro e aceitando a sua diferença, num diálogo respeitador. Como cristãos, todavia, há mais: dado que o Evangelho nos pede que amemos os nossos inimigos […] somos chamados a viver o encontro político como um encontro fraterno, especialmente com aqueles que estão menos de acordo conosco […] ver naquele com quem dialogamos um verdadeiro irmão, um filho amado de Deus […] De uma perspectiva cristã, a política é também reflexão, formulação de um projeto comum […] Como cristãos, entendemos que a política se leva em frente não só com encontros, mas com uma reflexão comum, em busca do bem geral, e não simplesmente mediante o confronto de interesses contrastantes e muitas vezes opostos […] Por fim, a política é também ação […]

Não vos esqueçais destas linhas, que a realidade é mais importante do que a ideia: não se pode fazer política com ideologia. O todo é superior à parte, e a unidade é superior ao conflito […] A vida cristã não é possível sem o espanto, sem a admiração. O espanto é o que me faz sentir que estou em Jesus, com Jesus. O espanto de ver a grandeza do Senhor, a grandeza da sua Pessoa, a grandeza do seu programa, de sentir a grandeza das bem-aventuranças como um programa de vida. E depois aquela outra palavra… memória… Memória, esperança, espanto. O passado, o futuro e o presente: não há futuro sem o presente, e não há esperança sem espanto. Cultivai a oração com o Evangelho para sentir a maravilha do encontro com Jesus Cristo.

PAPA FRANCISCO. Encontro com a Fraternidade Política Chemin Neuf (16/mai/2022).

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Rene
Rene
7 meses atrás

Pienso que todo esto es una gran verdad, pero habría que ver si los jóvenes de hoy se encuentran en condiciones de asumir esta tarea que implica riesgos y esfuerzo continuo para fabricar como en un “taller interior”todo este plan el cual de cumplirse arrollaría a su paso la injusticia social en pos del bien común
No soy incrédulo sino creyente y a mi edad he tratado vivir la vida como tarea, aunque no siempre no lo he conseguido en ocasiones por falta de esfuerzo para encontrar la coherencia siempre tan necesaria; pero pienso que lamentablemente en este momento nuestra juventud se encuentra imbuida en un consumismo y ocupada de vaciar de contenidos las ideologías abiertas a la verdad y a la trascendencia para llenarlas de pragmatismo y hedonismo
Es tiempo de escucha atenta pero también de reflexión abierta a un diálogo social con mi hermano que me interpela a cada instancia y por el cual no me siento responsable lamentablemente