A Doutrina Social da Igreja compromete todos os seus princípios orientadores fundamentais na luta contra a corrupção: a dignidade da pessoa humana, o bem comum, a solidariedade, a subsidiariedade, a opção preferencial pelos pobres e a destinação universal dos bens

A corrupção entra em conflito radical com todos os princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja; explora a pessoa humana, utilizando-a com desprezo para fins egoístas; impede a realização do bem comum, porque se opõe a critérios individualistas, ao cinismo egoísta e a interesses escusos ilícitos; contradiz a solidariedade, porque produz injustiça e pobreza; e a subsidiariedade, porque não respeita os diferentes papéis sociais e institucionais, mas, ao contrário, os corrompe. Contradiz também a opção preferencial pelos pobres, ao impedir que os recursos a eles destinados os alcancem corretamente. Por fim, contradiz a destinação universal dos bens, porque até mesmo a legalidade, como já vimos, é um bem do homem e para o homem, destinado a todos […] Daí também o grande recurso que a Igreja emprega contra a corrupção: a totalidade de sua Doutrina Social e a obra daqueles que ela inspira.


