Logo do Jornal O São Paulo Logo do Jornal O São Paulo

A Confissão sacramental só deve ser realizada no confessionário?

A Maria José, de Itapecerica da Serra (SP), me escreve querendo saber por que em muitas paróquias não existe mais a “casinha do confessionário”, e se a Confissão pode ser feita mesmo assim nestes casos. 

Minha irmã, pode ser que uma paróquia não tenha mais o confessionário, mas a obrigação do cristão em se confessar não mudou. E eu entendo que em qualquer lugar pode ser atendida a Confissão sacramental, desde que haja um padre disposto para atendê-la. Eu, pessoalmente, não deixo para depois: se alguma pessoa me pergunta quando poderá se encontrar-se comigo para se confessar, eu respondo: “Agora!” Pode sentar-se. 

O confessionário clássico, aquele móvel em cujo interior se senta o padre, e do lado de fora o penitente se ajoelha, ainda existe em muitas paróquias. Em outras, há um lugar reservado, como uma sala, para que o padre ouça as confissões, absolva os penitentes e oriente-os, dando-lhes uma penitência ou uma satisfação que os ajudará a corrigir as consequências do pecado. 

Mais do que o lugar, portanto, importa a Confissão, importa o desejo de se reconciliar com Deus, importa a experiência de ser perdoado e o desejo de uma vida nova. 

Claro que se faz necessário facilitar sempre mais ao fiel a possibilidade de se confessar, de receber o perdão, de ouvir uma palavra boa que o recoloque no caminho da fé, da esperança e do amor. Que o sol não se ponha sem que tenhamos pedido perdão a Deus! Que o pecado não permaneça nos prejudicando se podemos pedir perdão e ser perdoados pelo sacerdote que, na pessoa do Cristo, nos reconcilia com Deus. 

Deixe um comentário