Cristo reina em nossos corações

A solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, é majestosa. Encerra-se o ano litúrgico. Depois de termos celebrado todos os mistérios da vida do Senhor, apresenta-se agora à nossa consideração Cristo glorioso, Rei de toda a criação e das nossas almas, como escreve São Paulo: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois por causa dele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis...”. 

O reino de Cristo é um reino espiritual, como nos lembra o Prefácio próprio dessa celebração eucarística: Jesus ofereceu ao Pai um “reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz”. O Evangelho de Lucas nos coloca num momento duríssimo: Jesus está pregado na Cruz, onde se lê num letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”. Um dos malfeitores, crucificados juntamente com Ele, demonstra confiança no seu poder: “Jesus, lembra-te de mim quando tiveres entrado no teu reino! Jesus responde-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso’” (Lc 23,42-43). O ladrão só lhe pedia que se lembrasse dele; mas o Senhor Jesus garantiu-lhe o prêmio do Céu. Depois, a tradição nos transmitiu o nome desse homem: Dimas. Ele é o bom ladrão, que se arrependeu de seus pecados e comoveu o coração de Jesus, sendo perdoado no último instante da sua vida. Acabou sendo o primeiro Santo canonizado pelo próprio Jesus. 

Vamos também nos arrepender dos nossos pecados e procurar o perdão no Sacramento da Penitência, na Confissão: assim Jesus reinará em nossos corações. Jesus, ao instituir o Sacramento da Penitência, pensou em cada um de nós. Trata-se de um encontro pessoal, para nos reconciliarmos com Ele. Confessar-se é uma forma de fazer crescer o Reino de Cristo: no nosso coração, na nossa alma, enquanto não nos afastamos de Deus pelo pecado grave, permanece o estado de graça, que se recupera com a confissão dos pecados graves. Saímos de cada confissão curados, reconfortados, transformados pela ação de Deus. Alegres, animados a lutar, havendo recebido o perdão de Deus e a graça santificante. É maravilhoso saber que todos os nossos pecados podem ser perdoados! Vamos preparar bem a nossa Confissão agora que, dentro de pouco, começa o tempo do Advento e de preparação para o Natal.

Sabemos que não podemos nos aproximar da Comunhão quando temos consciência de um pecado grave. Por isso, procuramos o sacerdote e pedimos que atenda a nossa confissão. Assim será realidade este Reino de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz. Tudo isso nós conseguimos quando nos confessamos: santidade e graça, justiça, amor e paz. Portanto, fazemos o propósito de não adiar mais. Não deixar que a Confissão se torne um pronto socorro: quando a pessoa não aguenta mais de dor, corre para o hospital. Vamos nos habituar a confessar. Nossa Senhora, consoladora dos aflitos e refúgio dos pecadores, nos levará a Jesus para obtermos o seu consolo na Confissão sacramental.

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