O ímpio não ama a Palavra de Deus

Atacar com ultrajes e suplícios, condenar a algum tipo de morte infame, testar para ver até onde vai a paciência, desafiar para descobrir se há uma intervenção do Alto… Eis algumas situações da Primeira Leitura da Santa Missa do 25o Domingo do Tempo Comum, em 19 de setembro! O texto sagrado fala de perseguições sofridas pelo justo e da hostilidade que sofre por aderir à vontade de Deus. Por isso, devemos vivenciar corajosamente cada liturgia, participar com fervor da Santa Missa, celebrar o Mistério da Fé com muita confiança num Deus que nunca nos abandona. Tudo o que vivemos e sofremos por amor a Jesus e seu Reino Ele transforma numa força de salvação pessoal e, também, para nossa família.

Estamos diante de uma filosofia de vida do homem injusto: para ele, a única perspectiva de vida aparentemente válida é a vida antes da morte. Nada mais! Seu enfoque consiste em curtir o máximo possível, pois nada existe além dos prazeres desta vida. Sabemos que, para viver uma vida de ócio e prazer, é necessário que alguém pague a conta. É aqui o nascedouro das desigualdades.

Alguns privilegiados forçam pessoas a sustentar seu estilo de vida. O justo não pensa assim e se torna obstáculo ao modo de viver do injusto. O que decorre desse modo paradoxal de entender a vida é que o ímpio não suporta o justo. Começa a julgá-lo incômodo e deseja eliminá-lo de seu caminho.

Olhemos para Jesus Cristo: Ele é servo e quis, igualmente serva, a sua Igreja. A Igreja existe como serviço para a comunhão de Deus com a humanidade; do Criador com a criatura. A oposição que sofremos se explica no fato de reprovarmos tudo o que nos afasta de Deus. Os que desejam viver longe do Senhor, quando desafiados, utilizam o recurso da violência. Foi então que Jesus quis incluir essa atitude corajosa – de denúncia e de anúncio – no rol das bem-aventuranças: “Felizes vós quando vos insultarem e perseguirem, e disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, pois será grande vossa recompensa nos céus” (Mt 5,11-12a).

Jesus surpreende os discípulos numa conversa pouco edificante. Tratavam de um tema que fascina os seres humanos: quem dentre nós é o maior? Houve muitas respostas; doze, talvez. Cada um querendo convencer os outros de suas qualidades, arvorando a si mesmo a superioridade sobre o grupo. O que chama a atenção é o papel que Jesus atribui à criança, colocando-a no meio deles e abraçando-a. Quem quiser ser grande deverá se apossar da pequenez da criança. E tem outro ensinamento: a grandeza consiste em agir em nome Dele, igual a Ele e por causa Dele. Tratemos de honrar a Deus mais que incensar o próprio ego. Jesus acolhe e abraça. Ele vive acolhendo os pequenos e deixando claro que todos são importantes na construção do Reino de Deus. E isso é ser grande!O Mestre também alerta para que tenhamos cuidado com o poder, com os desejos de grandeza, com as tentativas de domínio sobre os outros, com as artimanhas para angariar privilégios e honrarias, pois são atitudes que revelam uma vida segundo a palavra do mundo. A história de cada um de nós é perpassada por um tremendo embate com as forças das trevas. Lutemos! Duas realidades nos são colocadas e, ambas, nos interpelam: a Palavra de Deus e a palavra do mundo. Busquemos a Deus, busquemos Seu Reino, Sua Palavra, Sua justiça, e tudo o mais nos será dado por suplemento.

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