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A catequese é parte integrante e importantíssima da missão da Igreja

A catequese é parte integrante e importantíssima da missão da Igreja, que existe para evangelizar e introduzir na vida nova com Cristo os homens e mulheres de todas as idades, que são os destinatários da Boa-Nova e interlocutores do processo catequético como iniciação à vida cristã. 

A catequese é o modo pelo qual a Igreja procura cumprir o que o Senhor ressuscitado ordenou, a saber: fazer discípulos, ajudá-los a crer que Jesus é o Filho de Deus, de modo que, pela fé, recebam a vida em Seu nome, sejam educados e instruídos nesta vida nova, de modo a edificar o Corpo de Cristo (cf. CT, 01). Isso fica evidenciado logo nos primeiros números do Diretório. 

É necessário que a catequese seja uma ação orgânica, coordenada, acompanhada de perto, reúna os melhores recursos e aconteça na dinâmica da comunhão eclesial, e esse é o objetivo do Diretório. Sendo exercício do ministério da Palavra, ela é resposta a um chamado do próprio Senhor, por meio da Igreja e, portanto, não é uma ação isolada, mas verdadeira ação eclesial. 

Nosso Diretório está alicerçado nos documentos do Magistério, de modo especial no Diretório Geral para a Catequese, da Santa Sé, no Diretório Nacional de Catequese da CNBB e no documento 107 da CNBB (IVC). Está em comunhão também com o Diretório Arquidiocesano para a Pastoral dos Sacramentos.

Ele enfatiza uma catequese com inspiração catecumenal como processo de iniciação à vida cristã na dinâmica de inserção na vida eclesial. Suas diretrizes procuram adaptar-se à realidade eclesial de nossa grande metrópole e à vida concreta daqueles que são os interlocutores da ação catequética: as crianças, adolescentes, jovens e adultos. Ele ressalta a importância da Sagrada Escritura e do Catecismo da Igreja Católica como fontes principais para a catequese e importância da acolhida da comunidade e a participação da família. 

Vale lembrar que o Diretório não nasceu de uma hora para a outra. Ele percorreu um longo caminho coordenado pela Comissão Arquidiocesana de Catequese. É um trabalho de muitas mentes e corações, feito em mutirão, sinodalmente. A Comissão Arquidiocesana, os bispos e os padres assessores já se debruçaram, em ocasiões passadas, sobre esse projeto e, agora, surgiu o tempo oportuno para amadurecê-lo, atualizá-lo e, finalmente, entregá-lo aos nossos queridos catequistas. Ele também é fruto do Sínodo Arquidiocesano, como resposta aos apelos lançados pela Assembleia Sinodal (propostas n. 06 a 10) relatadas na carta pastoral de 2023, de nosso Cardeal Dom Odilo. Pode ocorrer, de repente, de percebermos que algum aspecto da totalidade de todas as demandas da missão catequética não tenha ficado evidenciado, pois a realidade é muito dinâmica e as mudanças na sociedade se processam hoje de forma muito acelerada, mas nele está o essencial para nortear esse trabalho.

Além da catequese em vista da iniciação à vida cristã, o Diretório vem em auxílio daqueles que, por algum motivo, precisam de apoio na vivência da fé, por meio de uma catequese permanente. A catequese com os universitários, item presente em suas diretrizes, vem em resposta a essa realidade.

Ele lembra também que a preparação de pais e padrinhos para o batismo dos filhos e a preparação dos noivos para o Matrimônio são verdadeiras e próprias ações catequéticas. 

A vocação de catequista, missão exercida como participação no ministério da Palavra que a Igreja exerce, e a sua devida formação e capacitação, também são contempladas, assim como o ministério laical de catequista, com normas concretas para sua recepção e exercício.

Em sintonia com o Vicariato da Educação e Universidade, as instituições católicas de ensino são chamadas a uma comunhão sempre maior com as paróquias onde estão inseridas, sempre em vista da unidade eclesial.

Diante da cultura digital, o Diretório se posiciona reconhecendo a importância e utilidade desses recursos e da presença nessa realidade, mas orienta com normas objetivas como a tarefa catequética deve ser exercida nesse contexto.

Como a Igreja deve ser “casa e escola da comunhão” (cf. S. João Paulo II, Carta Apostólica Novo Milennio Ineunte, n. 43-45), lugar de acolhida fraterna, onde não se faz acepção de pessoas (cf. At 10, 34), a inclusão está na ordem do dia. O Diretório dedica-lhe uma seção especial, pois não se trata de uma escolha, mas de um dever. A família também é lembrada como protagonista e participante da missão catequética junto aos filhos, e também como destinatária da ação catequética. 

Há também normas claras para que a Catequese tenha uma ação coordenada. A seção intitulada “Serviço da coordenação” dita a estrutura organizativa em todas as instâncias da Arquidiocese, isto é, nos âmbitos arquidiocesano, regional, decanal e paroquial. Enfatiza-se a necessidade de uma equipe paroquial de catequese que a coordene de modo eficaz, tendo o pároco como primeiro responsável.

As Novas Comunidades também são chamadas a estar em comunhão com o trabalho catequético e com a dinâmica da iniciação à vida cristã de seus membros junto às paróquias onde estão presentes, colaborando com a missão catequética que elas desenvolvem. 

Por fim, trata das ações concretas para a prevenção contra os abusos, seja de menores, seja daqueles que são a eles equiparados, ou seja, pessoas vulneráveis. As comunidades cristãs devem ser ambientes seguros para nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Louvamos a Deus pelo dom de nosso Diretório Arquidiocesano da Catequese, agradecemos ao nosso Arcebispo, Dom Odilo, por incentivar esse trabalho, aos padres assessores, na pessoa do Pe. Paulo César Gil, coordenador da Comissão Arquidiocesana de Catequese, pelos leigos que formam a Comissão Arquidiocesana e as Comissões Regionais, que tiveram papel ativo nessa elaboração. E suplicamos ao Espírito Santo para que nos ajude a colocá-lo em prática, de modo a produzir os frutos que Deus deseja.

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