Logo do Jornal O São Paulo Logo do Jornal O São Paulo

Sem ter se confessado, uma pessoa enferma pode receber a Comunhão?

A Silvana Silva é ministra extraordinária da Sagrada Comunhão em uma paróquia da nossa Arquidiocese e me enviou a seguinte dúvida: “O ministro pode levar comunhão ao doente ou idoso no asilo sem que essa pessoa tenha se confessado recentemente?”

Minha irmã, no exercício de ministra extraordinária da Sagrada Comunhão, você deve ter em conta do quanto é sagrada a presença de Jesus na Eucaristia e do respeito que ela merece. Por isso, cabe ao pároco visitar todos os enfermos, conversar com eles, abençoá-los, dar a Unção dos Enfermos aos que correm risco de vida e atendê-los em Confissão. Depois, o ministro vai levar a comunhão. Isso vale para os enfermos em casa ou nos hospitais, bem como para os idosos em suas residências ou nas casas de repouso.

Também é preciso perguntar à pessoa que vai comungar se ela está consciente do que está recebendo na Comunhão, se sabe da presença real de Jesus no pão consagrado que lhe é entregue. Não podemos banalizar a Eucaristia, distribuindo-a sem critérios, como se fosse mais um remédio somado aos tantos que o doente recebe durante o tratamento ou por causa da idade que tem.

Todos os idosos merecem respeito. Todos os enfermos merecem respeito. Para os que compreendem a grandeza do sacramento da Eucaristia, vamos alimentá-los com o Pão da Vida. Para os que não entendem, seja por limitação de idade, seja pela enfermidade, basta nossa presença, nosso carinho, nossa oração junto a eles.

Espero que tenha esclarecido sua dúvida, Silvana, e desejo que todas as paróquias não poupem carinho, atenção e assistência religiosa aos irmãos enfermos. Vale lembrar o que nos diz Jesus em Mateus 25: “Vinde benditos de meu Pai… estive doente e vocês me visitaram”. Longe de nós ouvir Jesus naquele dia: “Afastai-vos de mim… pois estive doente e vocês não me visitaram.

Deixe um comentário