Na sua Mensagem para o LIX Dia Mundial da Paz, o Papa nos fala sobre a paz desarmada e desarmante à luz de Cristo.

Esta é a paz do Cristo ressuscitado: uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente […] A paz existe, deseja habitar-nos, tem o poder suave de iluminar e alargar a inteligência, resiste à violência e a vence. […] “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se pertube o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14, 27) […] E Ele repete com firmeza àqueles que gostariam de defendê-lo: “Guarda a espada na bainha” (Jo 18,11; cf. Mt 26,52). A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta […] Uma paz que nasce da abertura e da humildade evangélica.
A bondade é desarmante. Talvez por isso Deus se tenha feito criança […] “Paz na terra”, cantam os anjos, anunciando a presença de um Deus indefeso. E a humanidade só pode descobrir-se amada cuidando Dele […] “a fragilidade humana tem o poder de tornar-nos mais lúcidos em relação ao que dura e ao que passa, ao que faz viver e ao que mata […] tem o poder de questionar a direção que escolhemos, como indivíduos e como comunidade” (Fratelli tutti, FT 4).
São João XXIII foi o primeiro a introduzir a perspectiva de um desarmamento integral, alcançado somente por meio da renovação do coração e da inteligência [cf. Pacem in terris, PT 118].
[…] Que isso seja um fruto do Jubileu da Esperança, que levou milhões de seres humanos a redescobrirem-se peregrinos e a iniciarem em si mesmos aquele desarmamento do coração, da mente e da vida, ao qual Deus não tardará em responder, cumprindo as suas promessas
Trechos da Mensagem de Leão XIV para o LIX Dia Mundial da Paz (01/jan/2026).


