O convertido

O convertido, Jornal O São Paulo
Imagens: https://www.flickr.com/

Poema de G.K. CHESTERTON, escrito por ocasião de seu batismo (1922)

Depois de um momento em que inclinei minha cabeça
O mundo inteiro virou e ficou de pé,
E eu saí onde a velha estrada brilhava branca,
Andei pelos caminhos e ouvi o que todos os homens disseram,
Florestas de línguas, como folhas de outono por cair,
Sem ser desagradáveis, mas estranhas e leves;
Velhos enigmas e novos credos, não desrespeitosos
Mas suaves, como os homens sorriem sobre os mortos.

Os sábios têm centenas de mapas para dar
Que traçam seu cosmo rastejante como uma árvore,
Eles chacoalham a razão através de muitas peneiras
Que armazenam a areia e soltam o ouro:
E todas essas coisas são para mim menos que pó,
Porque meu nome é Lázaro e estou vivo.



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