Arquidiocese de São Paulo tem quatro novos sacerdotes

Ordenação foi presidida pelo Cardeal Odilo Scherer, na Catedral da Sé.

Novos sacerdotes ordenados por Dom Odilo no sábado, 4 (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

No sábado, 4, o Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu, na Catedral da Sé, a ordenação de quatro novos padres para a Arquidiocese de São Paulo.

Pela imposição das mãos do Arcebispo Metropolitano, receberam o segundo grau do sacramento da Ordem os diáconos Álvaro Moreira Gonçalves, 27, Claudinês Venancio da Silva, 42, Ignacio Torres Julián, 30, e Nicolò Stauble, 32.

“A Igreja toda em nossa Arquidiocese acompanhou esses jovens, rezou por eles, apoiou de muitas maneiras, para que pudessem se apresentar diante do altar e do Arcebispo, que confirmou sua vocação e nome da Igreja”, afirmou Dom Odilo, na homilia.

Dom de Deus

O Arcebispo sublinhou, ainda, que a Igreja, comunidade dos discípulos de Jesus Cristo é um povo sacerdotal, que, pelo Batismo, recebe participação na missão sacerdotal de Jesus Cristo, para testemunhar com a vida a santidade de Deus e as maravilhas da sua ação na vida de cada um e do mundo.

“Contudo, Deus, na Igreja, chama alguns que devem desempenhar na comunidade deste povo a missão especial de Jesus Cristo sacerdote, profeta e pastor”, afirmou, completando que o sacerdócio ministerial é um “dom inestimável” que Deus faz tanto à pessoa que o recebe quanto à comunidade que conta com a presença sacerdotal e Cristo por meio dos padres. “O povo de Deus precisa desse dom. Não o joguemos fora. Não temos o direito de desperdiçar esse dom, que é serviço, é caridade para com o povo de Deus. É missão do Bom Pastor”, frisou.

No rito de ordenação, Arcebispo impõe as mãos sobre a cabeça do candidato (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Perseverar até o fim

Em seguida, Dom Odilo ressaltou as palavras do apóstolo São Paulo, na segunda leitura da missa, que encoraja a comunidade dos filipenses a caminharem com firmeza e perseverança na fé. Tais palavras são repetidas no rito de ordenação: “Deus que começou em vocês a boa obra, há de levá-la até o fim”.

“São Paulo não diz isso só para os padres e diáconos, mas a todos, caríssimos irmãos e irmãs, jovens, idosos, casais, pessoas de fé… Coragem! Força! ‘Só isso que eu peço’ – diz São Paulo –, ‘que o amor entre vocês e o amor de Deus cresça cada vez mais’. Essa é a vocação cristã, a vida de todos nós”, acrescentou o Arcebispo.

Dom Odilo exortou os novos padres a viverem o ministério sacerdotal na dedicação ao povo santo de Deus para o qual os padres são chamados a ser sinal do amor divino.  “Não nos fixemos em nossas fragilidades e fraquezas, mas confiantes no dom, na obra que Deus em nós começou e com a nossa colaboração quer levar até a consumação em Cristo Jesus”.

Rezar pelos padres

Voltando-se aos familiares dos candidatos, o Cardeal ressaltou que ter um padre na família é um grande dom que nem sempre é valorizado pelas pessoas.  “Por isso, agradecemos às famílias que, em casa, educam seus filhos, transmitem a fé e os acompanham desde a infância a darem seus primeiros passos na Igreja para, assim, poderem, não só no sacerdócio ou na vida consagrada, mas em todas as vocações, todos os estados de vida para os quais Deus chama”, manifestou.

Por fim, o Arcebispo pediu a todos que não deixem de rezar pelos sacerdotes e os ajudem a viver bem o dom a eles confiados como “um bem precioso carregado em vasos de barro”. “Povo santo de Deus, ajudem os padres a serem um dom para vocês Reem, apoiem, ajudem, encorajam, assistam… Que esse vaso não se rompa e que Deus nos ajude a perseverar na sua graça até o fim”, concluiu.

Rito

No rito de ordenação logo após a proclamação do evangelho, o superior provincial dos Paulinos, Padre Claudiano dos Santos, apresentou ao Arcebispo os candidatos ao sacerdócio. Em seguida, após serem interrogados pelo Cardeal e fazerem suas promessas sacerdotais, os diáconos se prostraram diante do altar enquanto toda assembleia invocou a intercessão de todos os santos.

O momento central da ordenação é a imposição das mãos sobre os eleitos, seguida da prece de ordenação, na qual o Arcebispo invocou a força do Espírito Santo para constituí-los na dignidade de presbíteros.

(Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

serem revestidos dos paramentos litúrgicos sacerdotais, a estola e a casula, os novos padres têm suas mãos ungidas com o óleo do Crisma, que, como sublinha a oração do ritual, os reveste de poder para “a santificação do povo fiel e para oferecer a Deus o santo sacrifício”.

Em seguida, os recém-ordenados recebem o pão e o vinho que serão oferecidos a consagrados no corpo e sangue de Cristo, na missa. “Toma consciência do que vai fazer e põe em prática o que vais celebrar, conformando tua vida ao ministério da cruz do Senhor”, disse o Arcebispo, conforme previsto pelo rito.

Gratidão

Em nome dos sacerdotes recém-ordenados, Padre Álvaro agradeceu, em primeiro lugar, a Deus, que, por amor, criou, escolheu e os enviou em missão para servi-lo por meio do ministério sacerdotal. O agradecimento também foi dirigido aos familiares, à Igreja, por meio dos formadores, diretores espirituais e fiéis que os acompanharam e ajudaram no discernimento vocacional e preparação para o sacerdócio.

“Nossa gratidão a Dom Odilo, por nos acolher como seus colaboradores na Igreja em São Paulo e aqui expressamos nosso desejo de ajudá-lo na missão nesta cidade onde Deus habita”, disse o jovem padre que, por fim, pediu a todos: “Rezem por nós para sermos fiéis servidores de todos. Caminhemos unidos, em um só coração, para que, assim, juntos, alcancemos o céu”.

No fim da celebração, o Arcebispo anunciou que onde os novos padres iniciarão o exercício do ministério. Padre Álvaro foi designado para a Região Episcopal Brasilândia e Padre Claudinês, para a Região Episcopal Belém. Já os padres Ignacio e Nicolò, formados no Seminário Missionário Internacional Redemptoris Mater São Paulo Apóstolo, ligado ao Caminho Neocatecumenal e destinado à formação de padres diocesanos para a missão, iniciarão o ministério em comunidades desse movimento eclesial, antes de serem enviados em missão para fora da Arquidiocese.

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