Conselho Permanente delibera sobre etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB

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A etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi um dos temas abordados pelos bispos na manhã desta quinta-feira, 23 de junho, durante reunião virtual do Conselho Permanente. Foi aprovada a estrutura diária do encontro que será realizado em Aparecida (SP), de 26 de agosto a 2 de setembro, e também apresentada uma proposta sobre a reflexão do tema central. A indicação é que as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) sejam mantidas até a conclusão do Sínodo 2021-2023.

Etapa presencial da 59ª AG

Com várias votações para serem realizadas e assuntos em pauta para discussão, foi proposta uma estrutura de programação diferente da utilizada nas últimas assembleias gerais. Neste ano, os bispos vão ter mais tempo para o trabalho durante a manhã, iniciando as atividades já no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. Ali serão abordados assuntos abertos e as votações. Já no período da tarde, serão tratados os assuntos reservados e será celebrada a missa, às 18h.

Tema central e Diretrizes Gerais

O tema central da assembleia – “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” – também esteve na pauta do Conselho Permanente. Durante a a etapa virtual, foi realizada uma consulta aos Regionais e aos organismos sobre a sinodalidade e as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. A síntese das reflexões foi apresentada nesta manhã com a sugestão de manutenção das atuais DGAE até a assembleia de 2024.

“Há entendimento de que o prazo de vigência das DGAE pode ser maior, permitindo que (arqui)dioceses/prelazias possam melhor assimilar suas indicações e que a própria CNBB conjugue as suas várias iniciativas pastorais”, apresentou o presidente da Comissão para o Tema Central da 59ª Assembleia Geral da CNBB, dom Leomar Antonio Brustolin, que é arcebispo de Santa Maria (RS).

De acordo com as reflexões realizadas em grupos, durante a etapa virtual, as Diretrizes favorecem o espírito e o processo sinodal da Conferência Episcopal. Assim, “sobre as próximas Diretrizes Gerais, os grupos tendem por optar pela manutenção das atuais. E sugere-se a espera dos resultados do atual processo sinodal para elaboração das novas diretrizes e também aguardar a conclusão do Sínodo de 2023”, informou dom Leomar.

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Dessa forma, neste ano a CNBB deve prolongar o exercício da escuta como eco das respostas ao Sínodo nas dioceses. A assembleia deste ano deve enviar uma mensagem à Igreja para apresentar como resultado do encontro e apresentar o processo que será realizado em 2023 e 2024 para elaboração das novas DGAE. Também serão oferecidos elementos para refletir sobre a sinodalidade na prática das comunidades.

Serão referenciais nessa reflexão o aprofundamento sobre as comunidades eclesiais missionárias na perspectiva da sinodalidade; a iniciação à vida cristã para a renovação da comunidade; a formação do laicato; a Doutrina Social da Igreja; ação sociotransformadora e outros temas.

Em 2023, quando ocorrem as eleições para a Presidência da CNBB e para novas composições das Comissões Episcopais Pastorais, será ocasião de discernimento sobre como renovar as atuais DGAE na perspectiva da escuta sinodal. Também será oportunidade de acompanhar o processo do Sínodo, aguardando seus resultados finais.

Já em 2024, na 61ª Assembleia Geral da CNBB, a renovação das Diretrizes considerando as atuais, o processo de escuta sinodal, o sínodo de 2023 e os novos contextos.

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Outros temas

Saúde do clero

Ainda na manhã desta quinta-feira, o bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom João Francisco Salm, falou sobre a pesquisa sobre a saúde do clero. Após a aplicação do questionário com padre e bispos, foi criado um grupo de trabalho com 16 membros, compostos por um bispo e especialistas nas áreas. Esse grupo foi subdividido em três dimensões para a análise das informações: dimensão espiritual e intelectual; dimensão teológica, social, pastoral e comunicação; e dimensão clínica, médica, psiquiátrica, psicossocial e institucional.

Os membros do GT terão a tarefa de ler os dados, interpretá-los, e de indicar elementos que possam ajudar as dioceses e congregações a elaborar programas de saúde integral, informou dom Salm.

Escolas católicas

O arcebispo de Goiânia (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva, apresentou a necessidade de que seja retomado o estudo do Documento 64 da CNBB – Diretrizes e Normas para as Universidades Católicas – em vista de uma nova instrução da Santa Sé sobre a identidade das escolas católicas. O texto designa algumas competências às conferências episcopais, o que deve ser implementado pela CNBB. O assunto será refletido pelos bispos.

As atividades da manhã foram concluídas com uma apresentação sobre o trabalho da Pastoral dos Brasileiros no Exterior e informes da 40ª Assembleia do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB).

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