Há 15 anos, o Papa Bento XVI chegava ao Brasil

Durante uma visita de cinco dias ao estado de São Paulo, em 2007, o Pontífice canonizou Frei Galvão e se encontrou com os bispos do Brasil na Catedral da Sé 

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na tarde do dia 9 de maio de 2007, desembarcava na Base Aérea de Cumbica, em Guarulhos, o Papa Bento XVI, para uma visita apostólica de cinco dias ao estado de São Paulo. 

A visita foi marcada pela canonização de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, além de um encontro com cerca de 40 mil jovens no estádio do Pacaembu, da oração da Liturgia das Horas com os bispos do Brasil na Catedral da Sé; sua visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e à Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá (SP).

CHEGADA

“O Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do papa, não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas sobretudo porque é uma nação rica de potencialidades com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja” declarou Bento XVI ao chegar no Brasil. Ele também disse estar “muito feliz por poder passar alguns dias com os brasileiros”. 

O Papa desembarcou na Base Aérea de Cumbica, em Guarulhos (SP), às 16h23, e foi recebido pelo então Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri.

Além de representantes políticos e militares do Brasil, estavam presentes alguns bispos como Dom Geraldo Majella Agnelo, então Arcebispo de Salvador (BA); Dom Geraldo Lyrio Rocha, à época presidente da CNBB; Cardeal Cláudio Hummes, então Prefeito da Congregação para o Clero; Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo, seus bispos auxiliares; o então Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini; e o Cardeal Francisco Errázuriz, de Santiago do Chile, à época presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). 

VISITA QUE ULTRAPASSA FRONTEIRAS

Ao discursar pela primeira vez no Brasil, o Papa Bento XVI declarou que sua visita ultrapassa fronteiras nacionais, ao se referir à 5º Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho. “Por uma providencial manifestação da bondade do Criador, este país deverá servir de berço para as propostas eclesiais que, Deus queira, poderão dar um novo vigor e impulso missionário a este continente”. 

O Papa Bento XVI acrescentou que os católicos no Brasil são a maioria e exortou-lhes a contribuir de modo particular ao serviço do bem comum desta nação. “A solidariedade será, sem dúvida, palavra cheia de conteúdo quando as forças vivas da sociedade, cada qual dentro do seu próprio âmbito, se empenharem seriamente para construir um futuro de paz e de esperança para todos” concluiu. 

ACOLHIDA CALOROSA

Ao partir da Base Aérea, o Papa seguiu no papamóvel pelas ruas da cidade até o Mosteiro de São Bento, onde era aguardado por cerca de 10 mil pessoas. Ao chegar ao mosteiro, o Papa falou à multidão, agradecendo os fiéis pela acolhida. “Obrigado por terem querido aguardar-me. Estes dias, para todos vocês e para a Igreja estarão cheios de emoção e alegria. É uma Igreja em festa.” afirmou.

“De todos os cantos do mundo estão rezando pelos frutos desta viagem, a primeira viagem pastoral ao Brasil e à América Latina, que a Providência me permite realizar como sucessor de Pedro. A canonização de Frei Galvão, a inauguração da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho serão marcos históricos para a Igreja. Conto com vocês e com suas orações. Muito obrigado!” concluiu. 

“Foi uma grande emoção acolher e acompanhar o santo padre arqui na Arquidiocese de São Paulo. Eu apenas cheguei a São Paulo e já tive essa graça de poder acolher o papa no Mosteiro de São Bento” disse Dom Odilo em entrevista à rádio 9 de Julho à época. 

“Foram dias de muita graça para a Arquidiocese de São Paulo, para todo o nosso povo. Eu gostaria de compartilhar esta minha felicidade e minha emoção também com todo o povo da Arquidiocese, os padres, os religiosos e religiosas, os diáconos, os seminaristas, todo o povo de nossas comunidades, os agentes de pastoral, as famílias, os jovens” concluiu. 

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