‘Jesus não nos deixa na zona de conforto’

Na missa da manhã da quinta-feira, 21, na capela da residência arquiepiscopal, o Cardeal Scherer detalhou o Evangelho do dia (Lc 12, 49-53), em que Jesus se apresenta como aquele que promoverá a mudança de atitude em quem aceita segui-lo e provocará inquietação na sociedade.

Reprodução da internet

Inicialmente, Cristo diz: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra”. Não se trata de incêndio ou outras manifestações similares da natureza. “Ele fala do fogo no sentido do ardor, do fogo do Espírito Santo, do ardor pelo Evangelho e pelas coisas de Deus, que produz a purificação, a mudança de vida, a conversão”, detalhou o Arcebispo Metropolitano.

Ainda no Evangelho, Cristo menciona que irá receber um batismo, que não é o que se realiza para a iniciação à vida cristã tal qual se conhece hoje, mas um batismo de sangue, de sofrimento. “Ele está se referindo à própria morte, ao próprio martírio”, prosseguiu Dom Odilo.

Ao dizer que não veio trazer a paz para a terra, mas, sim, a divisão, Jesus crítica a postura de indiferença diante das coisas. “Ele veio trazer incômodo, algo que arde, que leva a tomar decisões, atitudes. Está aqui a ideia da busca de mudança. Jesus não nos deixa na zona de conforto, naquela paz que não há vida, não há produção de fruto algum, nenhuma vitalidade”,  detalhou o Cardeal.

Quanto a gerar divisão – prosseguiu o Arcebispo – ela é decorrente da aceitação ou não do caminho proposto por Cristo, uma vez que quem deseja segui-lo por vezes é alvo de perseguições.  “Jesus não veio dividir a humanidade para brigar, mas, sim, veio trazer um caminho, que muitas vezes implica em decisões que se contrapõem a outras. Aqui se fala da necessária tomada de decisão”.

Dom Odilo recordou ainda a menção feita na carta de São Paulo aos Romanos (Rm 6,19-23) à desordem moral na sociedade, que é altamente prejudicial.

“A ordem moral acontece quando se observa a lei de Deus , quando se observa o que é justo, honesto, bom e digno. Já a desordem moral ocorre quando há o domínio das paixões, dos vícios, portanto, não se toma decisão em função de valores, mas se vai tratar simplesmente das paixões, dos prazeres, daquilo que se gosta. A desordem moral na sociedade leva a muitos problemas”, finalizou.

Ao fim da missa, o Arcebispo de São Paulo pediu que os fiéis rezem pelo bom êxito do sínodo arquidiocesano e da etapa arquidiocesana do Sínodo dos Bispos. Também pediu orações por todos os doentes.  

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