Conheça a mais nova paróquia da Arquidiocese: São Judas Tadeu, no bairro Sol Nascente

Missa em que foi instituída a paróquia foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, em 28 de outubro

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na festa litúrgica de São Simão e São Judas Tadeu, em 28 de outubro, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, erigiu a nova Paróquia São Judas Tadeu, no bairro Sol Nascente, Setor Perus da Região Episcopal Brasilândia.

Esta é a 307ª paróquia da Arquidiocese de São Paulo, criada a partir do desmembramento de algumas comunidades da Paróquia Cristo Rei, no Jardim Britânia, na zona Noroeste da capital. Além da igreja matriz, a São Judas Tadeu tem quatro comunidades: Santo Agostinho, Nossa Senhora Aparecida, Sagrada Família e São Francisco de Assis.

O decreto de criação, assinado pelo Arcebispo, estabelece que, além de fazer divisa com a paróquia de origem, seu território tem como limites a Paróquia São José, no Jardim Russo; a Paróquia Nossa Senhora da Paz, no Jardim Santa Lucrécia; a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Jaraguá; a Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Jardim Anhanguera; e a Diocese de Bragança Paulista (SP).

Entre os concelebrantes da missa estiveram Dom Carlos Silva, OFMCap, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, e sacerdotes que atuam em paróquias vizinhas. Durante a celebração, Dom Odilo também deu posse ao primeiro Pároco, Padre Aidan Fallon, missionário irlandês da Congregação de São Patrício, que atua na Região Brasilândia há 16 anos.

Povo unido

A vida de fé da comunidade começou em 1996. O primeiro grupo reuniu sete pessoas para rezar o Terço e meditar a Palavra de Deus, e os encontros aconteciam nas garagens emprestadas pelos moradores do bairro Sol Nascente.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Maria de Fátima Moura Batista, 63, é uma das que já ajudaram a escrever essa história, pois emprestou a garagem de sua casa para as celebrações e orações, quando a comunidade ainda não tinha sede própria. Ela relatou ao O SÃO PAULO que o povo sempre foi unido e que não demorou muito para as garagens não serem mais suficientes diante da crescente participação das pessoas. Assim, as celebrações passaram a ser feitas na rua. Com a mobilização dos moradores do bairro, iniciou-se a organização pastoral e a busca por recursos para que a atual matriz fosse construída.

“Cada tijolo, cada detalhe desta igreja tem a colaboração das pessoas, seja na doação dos tijolos e materiais de construção, seja na doação do tempo e mão de obra”, contou, recordando os muitos eventos beneficentes em prol da construção. Primeiramente, foi erguido um ambiente para as missas, depois o salão de eventos e uma cozinha semi-industrial. Finalmente, em 2017, começou o processo de criação da Paróquia.

Testemunhas da fé

A nova paróquia possui pastorais organizadas, como Catequese, Liturgia, Batismo, Juventude, do Canto, da Criança, Infância e Adolescência Missionária, Dízimo, entre outras. A Pastoral da Rua é responsável pela evangelização e visita às famílias vulneráveis, identificando as necessidades materiais e espirituais. Desde 2006, por meio de doações, são distribuídas, em média, 900 refeições por mês para as pessoas em situação de rua e em extrema vulnerabilidade. A encenação da via-sacra pelos jovens, a “missa sertaneja”, a evangelização porta a porta são características dessa comunidade eclesial.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Padre Aidan chegou ao bairro Sol Nascente em 2005 e acompanhou o crescimento populacional e a caminhada de fé dos fiéis. “Estamos imersos em uma realidade de periferia, de pessoas sedentas da Palavra de Deus”, disse, destacando que a nova Paróquia está imbuída no constante apelo do Papa Francisco de ser uma Igreja em saída: “Ir ao encontro dos irmãos é uma característica deste povo que ouve e põe em prática o Evangelho. – ‘Ide e anunciai’ –, saindo das estruturas físicas do templo e indo ao encontro dos irmãos nas ruas ou em suas casas”, afirmou.

“Somos uma Igreja viva na periferia e, apesar dos impactos da COVID-19, e dos tantos desafios enfrentados, a fé e a caridade são características deste povo”, destacou Padre Aidan.

Comunidade de missionários

Na homilia, o Arcebispo recordou que a paróquia é, acima de tudo, “uma comunidade de pessoas, comunidade de discípulos missionários de Jesus. Lugar de ressoar a Palavra de Deus com abundância, uma comunidade orante”. Assim, conforme explicou, a paróquia não se limita ao templo, mas envolve todos no território em que a igreja está inserida.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Ao se dirigir aos fiéis da Paróquia São Judas Tadeu, o Cardeal Scherer ressaltou que “cada paróquia é uma comunidade que expressa a presença de Deus e o testemunho do Evangelho na cidade”. Ressaltou, ainda, as grandes missões de uma paróquia: anunciar a Palavra, ser sinal do Reino de Deus, a santificar o povo e promover a caridade.

“A paróquia é o lugar onde a Igreja manifesta a presença de Jesus Cristo e age na realidade concreta das pessoas”, disse.

O Cardeal lembrou, também, que a ereção de uma nova paróquia é sinal de que a vida da Igreja continua caminhando, evoluindo sempre em busca de estar presente com o povo, seja nos grandes centros ou nas periferias, seja para edificar o Reino no anúncio do Evangelho. Por fim, convidou os paroquianos a serem “presença da Igreja, vivendo e testemunhando o Evangelho e Jesus Cristo na construção de uma Igreja em saída, a serviço dos irmãos”.

Padroeiro

A proposta de nomear a Paróquia como São Judas Tadeu surgiu a partir da grande devoção ao Santo. Willams Fernandes da Silva, 49, mais conhecido como Mad, disse que há “uma identificação dos fiéis com a vida do padroeiro que dedicou sua vida no anúncio do Evangelho, na fidelidade, testemunhando ao mundo a Palavra de Deus”, recordou o ministro extraordinário da Palavra e coordenador do conselho paroquial.

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