O juramento de fidelidade do recém-chegado arcebispo

O juramento de fidelidade do recém-chegado arcebispo, Jornal O São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Em 27 de maio de 1998, o jornal O SÃO PAULO publicou o primeiro artigo de Dom Cláudio Hummes na seção “Encontro com o Pastor”, cuja íntegra reproduzimos a seguir:

JURAMENTO DE FIDELIDADE 

Dom Cláudio Hummes
Arcebispo Metropolitano de São Paulo

Eu, Cláudio Hummes, promovido à Sede Arquiepiscopal de São Paulo, serei sempre fiel à Igreja Católica e ao Romano Pontífice, pastor supremo, sucessor de São Pedro Apóstolo no primeiro mandato dessa mesma Igreja e Cabeça do Colégio dos Bispos. Acatarei livremente as decisões emanadas do poder Supremo Pontífice para a Igreja, e cuidarei de promover e defender as ordens vindas da sua autoridade. Reconhecerei e observarei as prerrogativas e ofícios dos delegados do Romano Pontífice, pois que representam o supremo pastor.

Cuidarei de realizar diligentemente os ofícios próprios do Bispo, ou seja, ensinar, santificar, reger o Povo de Deus, em comunhão hierárquica com o Colégio Episcopal.

Promoverei a unidade da Igreja universal, e cuidarei diligentemente para fazer chegar a todos o depósito da fé transmitido desde os Apóstolos, e para fazer obedecer às verdades nela contidas, e aplicar os costumes propostos pelo magistério da Igreja. Aos que erram na fé tratarei com ânimo paterno, e envidarei todo esforço para trazê-los à plenitude da verdade católica.

Inspirando-me na imagem de Jesus Cristo, sumo e eterno sacerdote, agirei de maneira piedosa e santa, e preencherei o ministério a mim confiado, de tal forma que eu possa confirmar os fiéis na perfeição cristã.

Farei conhecer a disciplina comum da Igreja, e insistirei na observância das leis eclesiásticas, principalmente das contidas no Código de Direito Canônico, sempre vigiando da palavra e celebração dos sacramentos.

Cuidarei diligentemente da administração dos bens temporais da Igreja, especialmente daqueles necessários para o exercício do culto divino, para a honesta sustentação do clero e outros ministros e para apostolado e obras de caridade. 

Terei particular aplicação durante o exercício do mandato a mim confiado para com todos os presbíteros e diáconos, cooperadores da ordem episcopal, e para com os religiosos e religiosas, participantes do único e mesmo apostolado. Cuidarei da promoção das vocações sacerdotais e religiosas, para prover convenientemente as necessidades de toda Igreja.

Reconhecerei a dignidade dos leigos, sabendo que eles são parte importante da igreja e favorecerei as obras missionárias para a evangelização dos povos. 

Se for chamado para participar de concílios e outros atos colegiais da Igreja, estarei presente, a não ser que esteja legitimamente impedido. No tempo certo e por ordem da Santa Sé, darei satisfação do meu trabalho pastoral, aceitando prazerosamente os mandatos e conselhos, os quais me esforçarei por colocar em prática.

Assim Deus me ajude e este Santo Evangelho que toco com minhas mãos.

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