Uma mensagem de esperança aos enfermos no Emílio Ribas

Muita emoção e fé marcaram a missa de Natal, em 21 de dezembro de 1998, pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes, no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. 

Uma mensagem de esperança aos enfermos no Emílio Ribas, Jornal O São Paulo
Arquivo O SÃO PAULO

Médicos, enfermeiros, funcionários e pacientes, entre estes diversas crianças, participaram da primeira missa presidida pelo Arcebispo no instituto de infectologia. Estavam presentes também vários parentes de pacientes e agentes da Pastoral da Saúde. Os concelebrantes foram os capelães João Inácio Mildner e Lucas Pontel.

O Instituto Emilio Ribas é referência na cidade para portadores de doenças infectocontagiosas, como HIV/Aids, tuberculose, leptospirose, varicela e outras. Para Dom Cláudio, a importância desta missa de Natal, que se realiza todos os anos na unidade hospitalar, é mostrar que é preciso ter uma dedicação e cuidado especiais para com os doentes nesta época do ano.

Dom Cláudio demostrou sua satisfação em poder celebrar com pessoas que estão internadas ou trabalham no Emílio Ribas. “Os doentes têm sempre uma prioridade muito grande no Natal, porque pacientes, médicos e funcionários não podem celebrar esta data em suas casas”. Ele afirmou que seria importante que em todos os hospitais houvesse uma celebração de Natal.

O Arcebispo lembrou a dedicação de Jesus aos enfermos e o papel importante que a Igreja Católica teve, ao longo dos tempos, na construção e trabalho nos hospitais. Ele destacou, ainda, que a missa teve o papel de lembrar que a saúde no Brasil não tem recebido os cuidados que merecer “Todas essas questões sociais não têm prioridade no País. Nossa celebração também tem o sentido de chamar a atenção dos poderes públicos para a necessidade de uma maior dedicação aos doentes, à saúde”.

Para o Padre João Inácio Mildner, um dos capelães do hospital, “a presença do Arcebispo nessa missa de Natal é de esperança para os doentes, para que, nesta esperança, eles lutem pela vida”.

(Publicado no O SÃO PAULO em 23 de dezembro de 1998)

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