Vereadores de São Paulo homenageiam Dom Paulo

(Foto: Raposo/REDE CÂMARA)

Uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo na segunda-feira, 20,  recordou o centenário de nascimento do Cardeal Paulo Evaristo Arns. 

A homenagem foi proposta pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL) e entre os convidados estavam o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo; Padre Julio Renato Lancellotti, Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua; Margarida Genovois, ex-presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Célia Leme, Articuladora das Comunidades Eclesiais de Base na Região Episcopal Brasilândia; e Paulo Pedrini, Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Operária.

O proponente da sessão solene ressaltou que a comemoração do centenário de Dom Paulo é uma oportunidade de reflexão sobre seu papel na sociedade especialmente  no empenho pela promoção da dignidade humana e por uma sociedade mais justa e democrática.

Pessoa extraordinária

“Dom Paulo era uma pessoa extraordinária, que fez a sua parte no momento certo”, afirmou o Cardeal Scherer, sublinhando que Dom Paulo iniciou seu ministério episcopal logo após o término do Concílio Vaticano II, que trouxe para a Igreja um “ar fresco de esperança”.

Dom Odilo observou que, na sociedade, contudo, os ares eram menos esperançosos, com o regime militar que se endurecia cada vez mais no Brasil, e o Cardeal Arns tomou a posição de luta pela volta da normalidade democrática no País.

“Nas suas lutas, Dom Paulo era animado por forte esperança pela possibilidade de superação da situação”, completou o Arcebispo, chamando a atenção para a sua grande capacidade de liderança que inspirou a muitas outras  pessoas a se empenharem na transformação da sociedade.

Inspirador

Margarida Genevois se referiu ao Cardeal Arns como um “pai, inspirador e professor”. Em suas viagens internacionais para buscar apoios para projetos e iniciativas da Comissão Justiça e Paz, ela constatou o respeito e admiração que a comunidade internacional tinha pelo Cardeal Arns. “O nome de Dom Paulo abria portas. Todos queriam saber mais sobre ele e admiravam sua capacidade de enfrentar situações tão difíceis”, contou, completando que “todos que trabalhavam com ele cresciam, tornavam-se melhores e mudavam o modo de ser”.

“Dom Paulo sempre nos ensinou a ver onde a cidade chora, a ver as feridas da cidade”, afirmou o Padre Julio Lancellotti, ressaltando a sensibilidade pastoral do então Arcebispo pelas pessoas mais sofridas, em especial os pobres e doentes. 

Assista ao vídeo da sessão solene:

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