Após lockdown ser flexibilizado, Filipinas registram aumento de casos de COVID-19

Dados oficiais mostram que hospitais em Manila estão sob pressão crescente, com alto número de leitos de UTI ocupados e tendência de agravamento da situação em decorrência da variante Delta

Capela do Hospital Geral de Quezón, nas Filipinas, recebe doentes por COVID-19 (foto: arquivo do hospital)

As Filipinas registraram há alguns dias o maior número diário de infecções por coronavírus, enquanto as autoridades abrandaram o lockdown para permitir que mais empresas operassem e, assim, pudessem reduzir o sofrimento financeiro das famílias pobres.

Mais de 13 milhões de pessoas na região da capital do país estão em isolamento desde a primeira semana do mês, quando a variante Delta, altamente contagiosa, ajudou a impulsionar o ressurgimento de infecções que sobrecarregam os hospitais.

Consequências

Uma força-tarefa da COVID-19 permitiu, na semana passada, que mais empresas voltassem a funcionar com atividades presenciais. Para os trabalhadores não essenciais, porém, o pedido de permanência em casa continua em vigor, assim como os restaurantes estão impedidos de abrir suas portas.

A decisão de abrandar as restrições veio quando o número de novas infecções atingiu o recorde de 17.231 num único dia, elevando o número de casos do país para mais de 1,8 milhão desde o início da pandemia, como mostram os números do departamento de saúde.

“Nos próximos dias, o número de nossos casos de COVID-19 pode aumentar ainda mais”, alertou.

Temor

Autoridades de saúde, temendo que a variante Delta possa se espalhar pelo país como fez em nações vizinhas, têm intensificado a vacinação para tentar impedir a disseminação do vírus.

Cerca de metade da população-alvo na região da capital nacional deve ser totalmente vacinada na próxima semana, disse o porta-voz presidencial, Harry Roque. Em todo o país, o número de vacinados chega próximo de 17%.

Pressão crescente

Dados oficiais mostram que os hospitais da capital estão sob pressão crescente, com 74% dos leitos de terapia intensiva e 70% dos leitos alocados para casos de COVID-19 ocupados. O Hospital Geral e Centro Médico da Cidade de Quezón transformou o espaço de sua capela em uma UTI adaptada, em resposta à crescente demanda por leitos, possibilitando acolher 21 novos pacientes.

“Nossa enfermaria e UTI COVID-19 já atingiram sua capacidade máxima. Com a instalação dessa extensão, esperamos admitir mais pacientes infectados pela COVID-19 que precisam de tratamento urgente e prolongado”, disse a diretora do Hospital Geral e Centro Médico da Cidade de Quezón, a médica Josephine Sabando.

O Presidente Rodrigo Duterte disse recentemente, porém, que o país não pode arcar com mais lockdowns, depois que as medidas de combate ao coronavírus abalaram a economia e tiraram milhões de empregos.

Fontes: UCA News e Hospital Geral e Centro Médico da Cidade de Quezón

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