Após viagem ao Iraque, sírios querem uma visita de Francisco

Como reflexo da presença do Papa em solo iraquiano, o povo da Síria e de demais nações da região do Oriente Médio se enchem de esperança e esperam receber o Pontífice em um futuro breve

Católicos na Síria têm se unido para reconstruir templos que foram alvos da ataques terroristas, como a Igreja de Santo Elias (foto: ACN)

Vários altos representantes da Igreja na Síria, incluindo o embaixador do Vaticano no país, elogiaram a visita do Papa Francisco ao Iraque no início deste mês, dizendo que sua presença enviou uma mensagem de esperança a toda a região.

Ao falar durante uma conferência virtual de imprensa em razão do 10º aniversário do início da guerra no país, o Cardeal Mario Zenari, núncio papal na Síria, disse: “A viagem do papa ao Iraque foi muito encorajadora, não somente para todo o povo da Síria, mas para os povos do Oriente Médio em geral”.

“Muitos cristãos acompanharam [a visita] pela TV, especialmente pela libanesa, e alguns também cruzaram a fronteira [para ver Francisco de perto]”, disse ele, acrescentando que pelo menos dois bispos, vários padres e um grupo de jovens foram ao Iraque para participar de algumas atividades papais.

MARCO HISTÓRICO

O Papa Francisco realizou o sonho de vários de seus antecessores ao visitar o Iraque, marcando a primeira ocasião em que um pontífice pôs os pés no país. Durante a visita histórica de três dias, Francisco fez paradas em Bagdá, Erbil, Mossul, Qaraqosh, Najaf e na Planície de Ur.

Dados os anos de guerra, perseguição violenta e dificuldades econômicas que os cristãos e outras denominações no Iraque têm enfrentado nas últimas décadas, e devido à posição estratégica que esta nação possui no Oriente Médio, a viagem foi seguida de perto por líderes políticos em todo o mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e, principalmente, pelos países vizinhos da região.

“Além da população cristã da Síria, ela se espalhou por todos os setores da população do país”, disse Dom Zenari, observando que, desde a viagem do papa, na qualidade de embaixador do Vaticano na Síria, ele recebeu diplomatas de todo o mundo, que demonstraram imenso interesse pela visita.

Tanto diplomatas cristãos quanto não cristãos “elogiaram muito esta visita ao Iraque, e alguns deles perguntaram: ‘Quando o papa virá à Síria?’”

REFLEXOS POSITIVOS

“Devo assegurar que a Síria está longe, longe de ser esquecida pelo Papa Francisco. A Síria permanece em seu coração, e posso interpretá-lo dizendo que, assim que as circunstâncias permitirem, certamente a visitará”, disse Dom Zenari.

O Cardeal lembrou também a visita de São João Paulo II à Síria, em 2001, na qual o Papa ganhou as manchetes por se tornar o primeiro Pontífice a comparecer à Grande Mesquita Umayyad, em Damasco.

Uma relíquia de São João Batista está alojada neste templo e foi venerada por São João Paulo II durante sua visita. Dom Zenari disse que muitas vezes ele mesmo visita a relíquia e que sempre que o faz, vê outras pessoas, incluindo muçulmanos, parando para orar ali.

Da mesma forma, Dom Jean-Abdo Arbach, Arcebispo Melquita de Homs, disse que a visita do Papa ao Iraque foi “muito importante” e deixou uma impressão para os sírios, muito além da comunidade cristã.

“Muitos muçulmanos apreciaram a humildade de Sua Santidade e seu amor para com os iraquianos e todas as pessoas. Foi muito importante. Foi uma mensagem de paz e de esperança para toda a região”, afirmou.

Fonte: Crux Now

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